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sexta-feira, 24 de abril de 2026

25 de abril - NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO DE GENAZZANO - ITÁLIA

25 de abril dia de Nossa Senhora do Bom Conselho 

Esta é a Belíssima Imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho, também chamada de Santa Maria de Scudari, que desde o século XIII, era venerada pelo povo Albanês.No Século XIV, este povo buscava Nela refúgio e proteção contra a invasão dos Turcos e Otomanos que naquela época assolavam seu País. Sem contarem com forte exército, o povo albanês recorria a Santíssima Virgem nesta sua Bela imagem para que dessem a eles um defensor. Deus ouviu suas orações e suscitou este defensor na pessoa do Monarca Jorge Castriota, mais conhecido como Principe Scanderbeg.

Homem devotíssimo da Santíssima Virgem, Scanderbeg lutava incansavelmente para defender a Glória da Mãe de Deus e de seu País.
Entre uma batalha e outra, Standerberg ajoelhava-se junto com seus soldados aos pés da Virgem de Scudari para lhe consagrarem a vida, rogarem por proteção e valimento nas batalhas. A Santíssima Virgem, por Sua vez, os retribuía com favores, graças e vitórias.

Após 23 anos de lutas em favor de seu País e de sua Senhora, Scanderbeg veio a falecer. Mas antes, pressentindo que sua morte estava próxima e temendo que o Belíssimo Quadro da Virgem do Bom Conselho e seu Santuário, os quais tanto amava, fossem profanados pelos exércitos inimigos, pediu a dois de seus soldados chamados Georgis e De Sclavis, que estivessem sempre aos pés da Santíssima Virgem e que a guardassem.

Após a morte de Standerberg, lamentavelmente, o povo sofreu a influência do cisma bizantino, e oscilou entre a adesão e a rejeição a Santa Fé. Assim, a Albânia pagou as conseqüências de sua prolongada inconstância e tibieza.
Os exércitos Turcos vendo-se livres do “fulminante leão de guerra” investiram contra a Albania e a ocuparam quase que totalmente.
Somente Scútari, uma cidadezinha pequena ao norte do País, ainda não havia sido conquistada porque contava com ainda com 'proteção'. E isso havia sido falado pelo próprio Scandebeg antes da sua morte.
Mas sua caída, era só questão de tempo. Começou então o êxodo daqueles que não queriam perder a sua fé e tradições para os países vizinhos onde pudessem manter a fé católica.
Entre eles eram Giorgio e de Sclavis, ambos protagonistas desta história. Pensaram também em emigrar, mas algo os reteve ainda em Scútari. Era uma igreja pequena onde se venerava uma imagem de Nossa Senhora, descida misteriosa do C éu fazia duzentos anos. Pelas Graças que concedeu ,Seu Santuário tinha-se transformado no centro principal do peregrinação da Albânia.
Mas a devoção à imagem veio diminuindo e a verdadeira fé também. (Sem isto não se compreende a catástrofe do povo albanês. ) De acordo com uma lamentação de um cronista da época : “...os moços e as moças, já não têm gosto em florescer o altar de Maria em Scútari”, e o Santuário pareceu destinado agora a uma destruição inevitável.

Esta era a grande aflição de Giorgio e de Sclavis: deixar a Pátria no infortúnio, abandonando com ela aquele dom Celestial, o grande tesouro da Albânia. Com lágrimas, foram um dia ao velho Templo rogar a Santíssima Virgem em meio a grande dor, que Ela os desse o BOM CONSELHO que necessitavam. Pois lhes parecia que deviam preserva-la da fúria maometana e ao mesmo tempo buscar o exílio para segurança de suas próprias almas.


Logo veio o Bom Conselho da Senhora à Georgis e De Sclavis. Ambos tiveram um sonho: A Santíssima Virgem lhes aparece e ordena-lhes seguirem-Na em uma grande Viagem. Dias depois, estando ajoelhados em oração diante de seu afresco, eis que o Belíssimo quadro da Senhora de Scutari
desprende-se de seu lugar e flutuando retira-se de sua Igreja.

Os dois seguem-na atônitos e confiantes, pois a Senhora já os havia exortado.
Verificam, então, estupefatos e eufóricos, que sob seus pés as águas se transformam em sólidos diamantes, voltando
ao estado líquido após sua passagem. Que milagre! Tal como São Pedro sobre o lago de Genezaré, estes dois
homens caminham sobre o Mar Adriático, guiados pela própria "Estrela do Mar".
Caminharam por vários dias sem comerem, beberem ou sequer cansarem-se. Tinham os olhos fixos na Senhora e A
seguiam pelo mar.
Eis então, que percebem ter chegado em algum lugar... Era outro País. Língua estranha e a Senhora... Onde estava? Perderam a visão da Senhora e isso os assolou de grande dor...
Passaram então a procurá-la, mas sequer sabiam falar o idioma daquela nação. Estavam na Itália, nas proximidades
de Roma.
Em paralelo a este acontecimento, vivia em Genazzano PETRUCIA NORA.Viúva desde 1436 e sem filhos.
Mulher muitíssimo devota da Santíssima Virgem Maria. Dedicava sua vida totalmente a Deus. Contava-se já com oitenta anos. Esta piedosa senhora recebeu do Espírito Santo a seguinte revelação: "Maria Santíssima, em sua imagem
de Scútari, deseja sair da Albânia". Muito surpresa com essa comunicação sobrenatural, Petruccia assombrou-se mais ainda ao receber da própria
Santíssima Virgem expressa ordem de edificar o templo que deveria acolher o seu Afresco, bem como a promessa
de ser socorrida em tempo oportuno.
Começou então a idosa e virtuosa viúva a construir a Igreja. Vendera todos seus bens e usou de tudo que tinha para
poder atender ao pedido da Mãe de Deus, mas mesmo assim, o dinheiro não foi suficiente para edificar mais que uma parede de um metro de altura... Foi tudo o que conseguira. Enquanto isso, o povo de Genazzano negava-lhe ajuda.

Chamavam-na de louca, visionária, imprudente e antiquada. Cotidianamente usavam contra ela aqueles versículos bíblicos:
“-Pois qual de vós querendo edificar uma torre, não assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver
se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não podendo terminar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele dizendo: este homem começou a edificar e não pode acabar.” (Lc. 14, 28-30)
Petruccia vivia na solidão. Sem ajuda, sem amigos..., Assim como Noé obedecia a Deus mesmo em meio as zombarias,
dificuldades e nenhuma ajuda.

O milagre

No dia 25 de abril de 1467, Festa de São Marcos que era padroeiro da cidade de Genazzano, Petruccia dirigi-se para a “igreja” para rezar. Era dia de feira. Quatro horas da tarde. O povo de Genazzano estava em meio ao barulho e bulício quando de repente ouvem uma celestial melodia e param para verem de onde vem.
Vinha de uma nuvenzinha branca que descia do Céu. Todos, atônitos, pararam e seguiram a nuvem para verificarem o que ocorria.
Estupefatos, observaram desfazer-se a nuvem e aparecer o belíssimo quadro da Senhora do Bom Conselho, descendo trazida por anjos para à única parede inacabada que Petruccia conseguira construir e ali manter-se flutuando em meio

a melodias angelicais, badalar de sinos e espanto dos moradores.
Descia do céu a Senhora de Scutari, a SENHORA DO BOM CONSELHO para a igreja de Petruccia.
Quanta alegria e consolo para Petruccia que vê finalmente realizada a promessa da Mãe de Deus.

Dias depois, os valentes Georgis e De Sclavis que percorriam a Itália em busca de Sua Senhora, tomaram conhecimento do Milagre que havia ocorrido na cidade de Genazzano. Imaginaram então, que este podia ser o Afresco da Senhora.
Foram então, sem titubear para Genazzano onde, radiantes de alegria, puderam confirmar que o quadro que se mantia flutuando diante da parede daquela igreja inacabada era o mesmo que eles vieram acompanhando pelo Mar Adriático e que agora finalmente encontraram. Estes então passaram sua vida servindo e amando a Senhora do Bom Conselho, na cidade de Genazzano.
Estava confirmado o superior desígnio da construção iniciada. Teve início, assim, em Genazzano um longo e ininterrupto desfilar de milagres e graças que Nossa Senhora ali dispensa. O Papa Paulo II, tão logo soube do que havia sucedido, enviou dois prelados de confiança para averiguar o que se passara.
Estes constataram a veracidade do que se dizia e testemunharam, diariamente, inúmeras curas, conversões e prodígios realizados pela Mãe do Bom Conselho. Nos primeiros 110 dias após a chegada de Nossa Senhora, registraram-se 161 milagres.

O povo então diante disto resolveu ajudar, e hoje, o Belíssimo Santuário encontra-se construído e mantém-se até os dias de hoje sua Imagem FLUTUANDO na parede construída por Petruccia, assim como se estivesse sendo segurada por mãos de Anjos.
Petruccia morreu poucos anos depois do Milagre tendo então cumprido com fidelidade a ordem que a Virgem lhe dera. Deixou a este mundo um grande exemplo de Santidade e Confiança em Deus mesmo diante de todas as dificuldades e perseguições.
Ainda hoje os católicos alvabenses tem esperança e rezam para que a Virgem do Bom Conselho, a Senhora de Scutari, volte para seu País e salve nele o catolicismo.
Madre Tereza de Calcutá albanesa, quando esteve em Genazano no dia 10 de junho de 1993, deixou escrito no livro de visitantes:”-Maria, Mãe de Jesus, volta a tua casa na Albânia! Nós te amamos, nós temos necessidade de Ti. Tu és nossa Mãe, volta a tua casa na Albânia!Nós te pedimos!
Deus abençoe a Todos.”


Nossa Senhora do Bom Conselho, da Itália para o Brasil
Maravilhosa história do quadro venerado há várias décadas na igreja de São Luís, na capital paulista


Ensina-nos o Catecismo que, entre as Obras de Misericórdia espirituais, a primeira é "dar bom conselho". Em meio ao terrível caos mental da sociedade contemporânea, o que o homem mais precisa é dessa Obra de Misericórdia. Assim, a devoção a Nossa Senhora do Bom Conselho reveste-se de importância capital.
Catolicismo já publicou várias matérias sobre o milagroso afresco de Nossa Senhora do Bom Conselho, venerado na cidade italiana de Genazzano. Apresentamos a seguir, resumidamente, a história de uma cópia desse afresco de Nossa Senhora do Bom Conselho, que a própria Mãe de Deus quis enviar ao Brasil.


Dois irmãos da cidade de Itu tornam-se jesuítas
Em meados do século XVIII, na tradicional cidade paulista de Itu, os irmãos Miguel e José, da família Campos Lara, uma das mais distintas da localidade, eram noviços da Companhia de Jesus.
A combativa Ordem fundada pelo grande Santo Inácio de Loyola era então muito perseguida. Em 1760, o Rei de Portugal D. José I -- influenciado por seu ímpio ministro Marquês de Pombal -- expulsou de Portugal, Brasil e outras colônias a Companhia de Jesus.
Jovens de verdadeira têmpera, os irmãos Campos Lara acompanharam os jesuítas em sua viagem de exílio a Roma. Na Itália, tendo concluído os estudos, receberam a ordenação sacerdotal. Pouco tempo depois, faleceu o Padre Miguel. Quanto ao Padre José, foi enviado por seus superiores a vários lugares.
Porém, os governos ímpios de vários países vinham exercendo fortes pressões para que o Papa extinguisse a Companhia de Jesus. As coisas chegaram a tal ponto que, em 1773, Clemente XIV fechou-a.
Por mais terrível e inexplicável que fosse aquela dificuldade, o Padre José de Campos Lara não desanimou. Confiou em Nossa Senhora, e a Virgem enviou-lhe um embaixador celeste para ajudá-lo.

Encontro com um Anjo nas areias da praia

  

Corria o ano de 1785, e fazia 25 anos que o Padre José deixara o Brasil. Quando passeava pensativo por uma praia deserta, deparou com um jovem, o qual lhe ofereceu um quadro a óleo representando a Mãe do Bom Conselho, e dizendo-lhe que o levasse para o Brasil. E, ao mesmo tempo, lhe anunciou que no lugar onde Ela fosse venerada erguer-se-ia um grande colégio jesuíta.
Respondeu-lhe o sacerdote não dispor de recursos para a viagem. Mas o jovem desconhecido garantiu-lhe que o comandante de um navio prestes a partir o admitiria gratuitamente. Consolado, quis o Padre Campos Lara despedir-se de seu interlocutor, mas eis que este havia desaparecido. Persuadido de que se tratava de um Anjo, dirigiu-se ao cais e encontrou o navio indicado. Seu capitão concordou em aceitá-lo como passageiro gratuito.


Regresso a Itu
Depois de longa viagem, o navio chegou finalmente a Santos, de onde o Padre José dirigiu-se com o quadro para a sua cidade natal, Itu. Seus pais, já falecidos, haviam-lhe deixado de herança uma chácara, na qual ergueu uma capela para venerar a imagem do Bom Conselho.
A primeira parte da profecia do Anjo estava cumprida. O Padre Campos Lara agradeceu à Mãe do Bom Conselho, e continuou a rezar e a confiar. Agora faltava a restauração da Companhia de Jesus, para que pudesse ser erguido o colégio jesuíta.
Ao completar 35 anos de seu retorno ao Brasil, cerrou para sempre os olhos o Padre José de Campos Lara.


Ergueu-se o Colégio Jesuíta, após 87 anos
Anos depois, a chácara do Padre Campos Lara foi doada à Companhia de Jesus, cujas atividades no Brasil haviam se reiniciado. Nesse local, em 1868, os filhos de Santo Inácio ergueram um grande colégio.
Em 1872, o quadro da Mãe do Bom Conselho foi entronizado no altar-mor da nova igreja, anexa ao colégio.
E quando o colégio foi transferido para a cidade de São Paulo, em 1918, com ele foi também o quadro. Hoje ele se encontra numa capela interna no edifício atual do Colégio São Luiz, ao lado da igreja de mesmo nome.
Quando estudante do Colégio São Luís, o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira rezou muitas vezes diante do milagroso quadro. Durante toda sua heróica existência, sempre teve ardentíssima devoção a Nossa Senhora, particularmente sob a invocação de Mãe do Bom Conselho de Genazzano.


Beato Steffano Bellesini

Falando sobre a Senhora do Bom Conselho, podemos destacar também o Milagre chamado Beato Steffano Bellesini que dedicou grande parte de sua vida em propagar ao mundo a devoção da Senhora do Bom Conselho tornando-a conhecida e amada por todos. Em 1831, foi nomeado pároco do Santuário de Santa Maria do Bom Conselho.
Em Genazzano, celebrava sempre a Missa no altar de Mater Boni Consilii e estimulava em todos os fiéis a devoção a Ela. Aos que viajavam ou viviam longe, distribuía estampas, dava azeite da lamparina do altar, enfim, tudo quanto recordasse a Santa Imagem.
Conduzia e consagrava à Virgem todas as crianças que batizava. E queria que todos os paroquianos fossem consagrados àMadonna do Bom Conselho.
Era devotíssimo da Rainha dos Corações e recitava diariamente, entre outras práticas de piedade, o Rosário com a Ladainha de Nossa Senhora. Retido no leito pela enfermidade que o levaria à morte, tentou o prior do convento poupar-lhe a fadiga das orações, mas ele respondeu: " Como quereis que compareça ante o Tribunal de Deus sem ter antes recitado a Coroinha de Nossa Senhora e o Rosário com sua Ladainha?"
Obedientíssimo em vida- e até depois da morte, pediu permissão a seu superior para comparecer ao Juízo de Deus no dia da Purificação de Maria, também festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso. Não quis o prior do convento consentir que ele falecesse durante as cerimônias litúrgicas deste dia, porque, devido à benção das velas e à grande afluência de público, sua morte ocasionaria inevitávelmente transtornos nas solenidades. Submeteu-se de bom grado o Bem-aventurado Stefano, dizendo: "Terminada a função de Nossa Senhora, começará a minha".
Ao fim das vésperas, os fiéis entoaram na igreja o último verso do derradeiro cântico- "Maria do Bom Conselho, abençoai-nos assim como vosso Filho"- com o que as cerimônias estavam concluídas. E, efetivamente, às quatro da tarde do dia da Purificação de Nossa Senhora, Stefano, em sua cela, entregava sua bela alma a Deus. Era o dia 2 de fevereiro de 1840.


Durante seu processo de beatificação exumaram-lhe o cadáver para exame, na presença do Cardeal Pedecini e numeroso clero. O corpo estava íntrego, incorrupto e flexível, como ainda hoje em dia se conserva. Transladaram-no para um novo ataúde que, fora mal calculado, e era demasiado pequeno. O Cardeal, então, ordenou: "Padre Bellesini, tão obediente como fostes em vida, não poderíeis agora acomodar-vos neste estreito caixão? À vista de todos os presentes, o corpo se encolheu suficientemente para entrar na urna. Milagre impresionante que nos mostra um exímio seguidor da Rainha dos Céus, d'Aquela que obediente em toda a sua vida, com o fiat, trouxe o Salvador ao mundo.

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A devoção que comemoramos hoje, remonta a Igreja Primitiva, de forma que não temos dados precisos sobre sua origem. Tão antiga é a devoção que a Mãe do Bom Conselho é invocada na Ladainha Lauretana. Sabemos, contudo, que entre os anos de 432 e 440, o Papa Xisto III mandou construir uma Igreja dedicada a Nossa Senhora do Bom Conselho na cidade de Genezzano, Itália, ao lado de um convento fundado por Santo Agostinho. Esta cidade havia sido doada à Igreja com o advento dos imperadores cristãos, sucessores do Imperador Constantino que, convertido, decretara o fim da perseguição aos cristãos e da crucifixão (ano 312). Genezzano iria ser agraciada, cerca de mil anos depois, com um presente milagroso de Nossa Senhora, como veremos a seguir: 


Havia, na idade média, também uma outra igreja, na cidade de Scutari - Albânia, onde o povo venerava com ardor uma imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho, a que eram atribuídos muitos milagres. A devoção crescia vertiginosamente, até que no ano de 1467, maometanos turcos invadiram e dominaram a Albânia, culminando em sérias conseqüências aos cristãos. A perseguição implacável, colocou a Igreja numa situação dificílima, de forma que muitos cristãos tiveram de abandonar o país e, os que ficaram, tiveram de permanecer na clandestinidade . Foi nessa ocasião, que dois albaneses de nomes Solavis e Georgi, ao entrarem no santuário, testemunharam um grande milagre, a princípio, muito intrigante. Uma nuvem divina rodeou a estampa de Nossa Senhora que foi como que retirada da parede e elevou-se ao céu, tomando a direção de Roma, sobre o Mar Adriático. Os peregrinos, impelidos a seguir sua trajetória, passaram a acompanhar a estampa. Com muita confiança entraram no mar e passaram a caminhar sobre as ondas a pé enxuto e o atravessaram até chegar às vizinhanças de Roma. Ali, a estampa rodeada de nuvens foi se afastando até que acabaram perdendo-a de vista. 

Ao mesmo tempo, lá na cidade de Genezzano, na Itália, a estrutura da Igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho estava seriamente comprometida. A velha igreja construída pelo Papa Xisto III no século V, havia ficado em ruínas não só pela ação do tempo, mas também pela falta de recursos. Há muito tempo, porém, uma irmã da Ordem Terceira de Santo Agostinho, chamada Pedrina, havia tomado à frente do empreendimento, e cuja reconstrução confiou unicamente à Providência Divina, à Santíssima Virgem e ao santo padre Agostinho, fundador da ordem a que pertencia. Aos que duvidavam, respondia com muita fé e confiança que seus esforços não eram vãos e que brevemente seriam postos a têrmo, com a força da graça divina. 


Era dia 25 de abril, nos festejos de São Marcos Evangelista, onde também realizava-se uma feira pública naquela cidade e que contava com grande multidão. Repentinamente surgiu no céu uma nuvem em forma de coluna milagrosamente suspensa no ar, chamando a atenção de todos os circunstantes. Tal coluna vagarosamente baixou em direção a uma das paredes mais elevadas da igreja em reconstrução e dissipou-se, imprimindo na parede, à vista de todos, uma imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho, pintada a fresco. Os sinos, por si só, passaram a badalar consecutivamente, causando estupefação pública, conseqüentemente a conversão de muito pagãos em Genezzano. Surpresos, uns aos outros, perguntavam sobre a origem da estampa, quais os desígnios de Deus acêrca de tão grandioso mistério. 


A partir deste acontecimento , os padres agostinianos começaram a divulgar o culto à Nossa Senhora do Bom Conselho, e não tardou que o número de fiéis de toda a Itália e países circunvizinhos viessem em peregrinação para reverenciar Nossa Senhora.

Tomando conhecimento do grande milagre ocorrido em Genezzano, os dois peregrinos Solavis e Georgirs, foram também reverenciar Nossa Senhora do Bom Conselho, a quem eram extremamente devotos. Mas, não haviam relacionado o primeiro milagre ao segundo. Chegando na cidade, qual não foi a perplexidade deles ao constatarem que a estampa fixada na parede da igreja era a mesma estampa que haviam visto ser levada aos céus na sua cidade de origem, Scutari. Ficou claro que a estampa havia sido trasladada de um país para o outro pelos anjos de Deus. Com muito entusiasmo proclamaram o fato ao povo local. Foram por isso interrogados por uma comissão e, sob juramento, contaram o que ocorrera na igreja da sua cidade de origem. Detalhadamente narraram desde o momento em que testemunharam ocularmente a estampa que sendo retirada da Igreja de Scutari, a travessia do mar a pé enxuto, a chegada na Itália até o momento em que a perderam de vista. Desvendaram-se assim os milagrosos acontecimentos, simultaneamente ocorridos desde a Albânia até a Itália, para onde a imagem foi levada pelos anjos por desígnio de Nossa Senhora. 


O fato foi levado ao Papa Paulo II (Pietro Barbbo - pontificado 1464 a 1471), que na ocasião foi quem iniciou o processo para apurar a veracidade dos fatos.


O Papa Leão XIII mandou construir um altar em seu oratório privado, pessoalmente visitou o santuário, instituiu a Pia União, do qual se fez membro, redigiu poesias e agraciou a igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho com o título de "Basílica Menor". 


No dia 25 de abril de 1993 (viagem apostólica do Papa João Paulo II à Albânia), mesma data em que a imagem foi levada por anjos de Scutari para Genezzano (25 de abril de 1467), João Paulo II pessoalmente dirigiu-se ao antigo templo e doou umaa reprodução da imagem original, a qual lá foi entronizada, marcando definitivamente a reconciliação do governo e da nação albaneza com a Igreja de Cristo. 


O Vaticano, a partir daquele ano, financiou as obras de reconstrução do Santuário, depreciado por consequência da perseguição do regime comunista. 


 Oração a Nossa Senhora do Bom Conselho
Gloriosíssima Virgem Maria, escolhida pelo eterno Conselho para Mãe do Verbo Humanado, tesoureira das divinas graças e advogada dos pecadores, eu, o mais indigno dos vossos servos, a vós recorro para que me sejais guia e conselheira neste vale de lágrimas. Alcançai-me, pelo preciosíssimo sangue de vosso divino Filho, o perdão de meus pecados, a salvação de minha alma e os meios necessários para obtê-la. Alcançai também para a Santa Igreja o triunfo sobre os seus inimigos e a propagação do reino de Jesus Cristo em todo o mundo. Amém.



sábado, 11 de abril de 2026

As Aparições de Nossa Senhora e Jesus Misericordioso a Santa Faustina Kowalska-Polônia

SANTA FAUSTINA A VIDENTE DE JESUS MISERICORDIOSO

FILME AS APARIÇÕES DE JESUS MISERICORDIOSO A SANTA FAUSTINA
Edição e narração do vidente Marcos Tadeu Teixeira
Santuário das Aparições de Jacareí-SP-Brasil
A IMAGEM DE JESUS MISERICORDIOSO

(O DIÁRIO de santa Irmã Faustina) Plock, Polônia “1931, dia 22 de fevereiro.
À noite, quando me encontrava na minha cela, vi Nosso Senhor vestido de branco. 
Uma das mãos erguida para a bênção, e a outra tocava-Lhe a túnica, sobre o peito. 
Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e o outro pálido. Em silêncio, eu contemplava o Senhor; a minha alma estava cheia de temor, 
mas também de grande alegria. Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inserição: Jesus, eu confio em Vós. 
(...) Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na Terra, a vitória sobre os inimigos e, especialmente, na hora da morte. 
(...) Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benta solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia. 
Desejo que os sacerdotes anunciem essa Minha grande misericórdia para com as almas pecadoras. Que o pecador não tenha medo de se aproximar de Mim.
(...) Uma vez, cansada dessas diversas dificuldades que tinha por causa de Jesus falar-me e exigir a pintura da Imagem, decidi firmemente, antes dos votos perpétous, pedir a Frei Andrasz que me dispensasse daquelas inspirações interiores e da obrigação de pintar a Imagem. Depois de me ouvir em confissão, Frei Andrasz deu-me esta resposta: Não dispenso a Irmã de nada e a Irmã não pode esquivar-se dessas inspirações interiores, mas a Irmã deve, necessariamente, relatar tudo ao confessor, sem falta, porque de outra forma a Irmã incorrerá em erro apesar dessas grandes graças de Deus. 
Neste Momento, a Irmã está se confessando comigo, mas saiba que devia ter um confessor permanente, isto é, um diretor espiritual. Fiquei imensamente preocupada com tudo isso. Pensei que me livraria de tudo e aconteceu o contrário: uma ordem explícita para atender às exigências de Jesus. E agora um novo tormento, de não ter 
um confessor permanente. 
(...) Contudo, a bondade de Jesus é infinita e Ele prometeu-me ajuda visível na Terra 
e recebi-a em breve em Vilna (Vilnius, Lituânia). Reconheci no padre Sopocko essa ajuda de Deus. Antes de chegar a Vilna, conheci-o por uma visão interior. Certo dia, vi-o na nossa capela entre o altar e o confessionário. Então ouvi uma voz na alma: 
Eis a tua ajuda visível na Terra. Ele te ajudará a cumprir a Minha vontade na Terra” (Diário, 47-53).

Para Irmã Faustina, a tarefa imposta por Jesus Cristo era simplesmente irrealizável, visto que 
ela não possuía as aptidões plásticas necessárias para isso. Apesar disso, ela procurava ser obediente à vontade de Jesus e tentava pintar o quadro por conta própria, mas sem resultado. 
A insistência de Jesus Cristo para que ela realizasse essa tarefa, por um lado, e, por outro lado, 
a descrença dos confessores e dos superiores tornou-se para Irmã Faustina um grande sofrimento pessoal. Durante a sua estada em Plock (cerca de 3 anos), e depois em Varsóvia, ela continuou preocupada com a exigência não realizada de Jesus, tanto mais que lhe fez sentir como nos planos divinos era importante a tarefa que lhe estava confiando:

”De repente vi o Senhor, que me disse: Fica sabendo que, se negligenciares a tarefa da pintura dessa imagem e de toda a obra da misericórdia, serás responsável por um grande número de almas no dia do julgamento” (Diário, 154).Após professar os votos perpétuos, no dia 25 de maio de 1933 a Irmã Faustina foi transferida 
à casa religiosa em Vilna, onde encontrou a ajuda que anteriormente lhe havia sido prometida 
– o confessor e diretor espiritual pe. Sopocko, que empreendeu a tentativa de concretizar as exigências de Jesus Cristo.
”Levado mais pela curiosidade de ver que imagem seria essa do que pela crença na veracidade dessas visões, pedi ao pintor Eugênio Kazimirowski que pintasse esse quadro” (O pe. Sopocko, Memórias).

imagem de Jesus Misericordioso surgiu numa atmosfera de presença divina – das vivências místicas da irmã Faustina. Esse apreciado e bem preparado pintor, ao pintar 
a imagem de Jesus Misericordioso renunciou à sua própria concepção artística para honestamente recriar na tela o que lhe relatava a irmã Faustina. Durante seis meses ela vinha ao ateliê do artista pelo menos uma vez por semana, a fim de lhe apontar complementações e as necessárias correções. Ela se esforçou por fazer com que a imagem de Jesus Misericordioso fosse exatamente igual à que lhe havia sido apresentada na visão.
Da pintura da imagem participou ativamente o fundador da obra, o pe. Sopocko, que a pedido 
do pintor posou vestido de alba. O período da pintura comum serviu de ocasião para uma interpretação mais profunda do conteúdo da imagem. As questões controvertidas eram decididas pelo próprio Jesus Cristo (D. 299; 326; 327; 344). Foi muito eloquente um diálogo de Irmã Faustina com Jesus Cristo a respeito do quadro pintado:

”...quando fui à casa daquele pintor que estava pintando a Imagem e vi que ela não era tão bela como é Jesus, figuei muito triste com isso, mas escondi essa mágoa no fundo do meu coração. (…) a Madre Superiora ficou na citade para resolver diversos assuntos e eu voltei para casa sozinha. Imediatamente dirigi-me à capela e chorei muito. Eu disse ao Senhor: Quem vos pintará tão belo como sois? Então ouvi estas palavras: O valor da imagem não está na beleza da tinta nem na habilidade do pintor, mas na Minha graça” (Diário, 313).

Desse diálogo emana a sinceridade de uma pessoa agraciada com graça sobrenatural, que 
em suas vivências místicas via a beleza do Salvador ressuscitado. Por diversas vezes Jesus Cristo apareceu apareceu a irmã Faustina da forma como se encontra 
na imagem (D. 473; 500; 851; 1046; 1565) e também exigiu várias vezes que essa imagem fosse acessível ao culto público. Isso confirma que Jesus Cristo aceitou a imagem pintada no quadro 
- santificando-a com a Sua presença viva.Graças aos empenhos dope. Sopocko, a imagem do Salvador Misericordioso foi exposta 
na janela da galeria junto à capela de Nossa Senhora da Misericórdia em Ostra Brama, em Vilnius, e nos dias 26-28 de abril de 1935 pela primeira vez foi alvo de veneração pública, durante o solene encerramento do Jubileu dos 1900 anos da Redenção do Mundo. No último dia da solenidade, 
que era o primeiro domingo após a Páscoa, participou da celebração a irmã Faustina, e o sermão sobre a divina misericórdia foi pronunciado pelo pe. Sopocko, da forma como havia exigido 
Jesus Cristo.

”Por admirável desígnio tudo aconteceu como o Senhor havia exigido: a primeira honra que a Imagem recebeu das multidões - foi no primeiro Domingo depois da Páscoa. Durante três dias, ela ficou exposta publicamente e recebeu a honra dos fiéis, pois estava exposta em Ostra Brama (Ausros Vartai), na parte alta da janela e, por isso, podia ser vista de muito longe. Em Ostra Brama era comemorado solenemente, por esses três dias, o encerramento do Jubileu da Redenção do Mundo - os 1900 anos da Paixão do Salvador. ”Agora vejo que a obra da Redenção está ligada com a obra da misericórdia que o Senhor está exigindo” (Diário, 89).

”Quando a Imagem foi exposta, vi o braço de Jesus fazer um movimento e traçar um grande sinal da cruz. Nesse mesmo dia, (...) vi como essa Imagem pairava sobre uma cidade, e essa cidade estava coberta de fios e de redes. À medida que Jesus ia passando, cortava todas essas redes e, no fim, traçou um grande sinal da cruz e desapareceu...” (Diário, 416).

”Quando estava em Ostra Brama, durante as solenidades em que a Imagem foi exposta, assisti ao sermão, que foi pronunciado por meu confessor (M. Sopocko); o sermão tratava da misericórdia de Deus; era a primeira coisa que Jesus havia tanto tempo tinha exigido. Quando começou a falar sobre a grande misericórdia do Senhor,a Imagem tornou-se viva e os raios penetravam no coração das pessoas ali reunidas,embora não na mesma medida; uns recebiam mais, outros menos. Uma grande alegria inundou minha alma ao ver a graça de Deus” (Diário, 417).

”Quando estava se encerrando a celebração e o sacerdote segurou o Santíssimo Sacramento para dar a bênção, então vi Jesus tal como está pintado na Imagem. 
O Senhor deu a Sua bênção e os dois raios espalharam-se pelo mundo inteiro. 
Então, vi uma claridade impenetrável, sob a forma de uma casa de cristal, tecida de ondas de claridade inacessível a nenhuma criatura, nem espírito. A essa claridade conduziam três portas - e nesse momento Jesus, como aparece na Imagem, entrou nessa claridade pela segunda porta - no interior da Unidade” (Diário, 420).


Aspecto atual da capela em Ostra Brama (Ausros Vartai) 
DO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA MISERICÓRDIA - Vilna (Vilnius, Lituânia) 

Imagem a óleo sobre tábuas. 

Imagem com o vestido de prata

Capela de Nossa Senhora da Misericórdia
O PAPA JOÃO PAULO II

A Imagem no Santuário da Divina Misericórdia em Vilna

”Ofereço aos homens um vaso,
com o qual devem vir buscar graças na fonte da misericórdia. 
Esse vaso é a Imagem com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (Diário, 327).

”Os dois raios (na imagem) representam o Sangue e a Água: o raio pálido significa 
a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas. Ambos os raios jorraram das entranhas da Minha misericórdia, quando na Cruz o Meu Coração agonizante foi aberto pela lança (...). Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus” (Diário, 299).

”Hoje vi duas colunas muito grandes fincadas no chão: uma delas coloquei-a eu 
e a segunda, outra pessoa, S.M. (M. Sopocko). (...) Essas duas colunas encontravam-se perto uma da outra na largura da Imagem, e vi essa Imagem pendurada nelas muito alto. Num instante, sobre estas duas colunas surgiu um grande santuário, interior 
e exteriormente. Vi a mão que terminava a construção desse santuário, mas não 
vi a pessoa. Havia uma grande multidão de pessoas fora e dentro do santuário, 
e as torrentes que saíam do compassivo Coração de Jesus desciam sobre todos” 
(Diário, 1689).


JESUS EU CONFIO EM VÓS

”DESEJO QUE O MUNDO TODO CONHEÇA A MINHA MISERICÓRDIA” (Diário, 687).

12 de abril AS APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA - VIRGEM DA REVELAÇÃO - VIRGEM DO APOCALIPSE TRE FONTANE, ROMA (1947)



AS APARIÇÕES DE TRE FONTANE, ROMA (1947)


"Sou aquela que está na Trindade Divina. Sou a Virgem do Apocalipse [ou da Revelação]. Tu me persegues. Mas agora, basta! Entra para o santo redil, a corte celeste na Terra. Obedece à autoridade do Papa. A promessa de Deus permanece inalterada". (AVirgem do Apocalipse ao protestante Bruno Cornacchiola, em Tre Fontane, Roma, 1947)

A Virgem do Apocalipse


Uma legítima intervenção de Maria Santíssima tende a causar dois impactos: por um lado, desagrada as correntes progressistas católicas por abalar seus fundamentos modernistas e superecumênicos embasados no racionalismo e no cientificismo em detrimento da Fé.

Por outro lado, revigora o fervor das correntes tradicionais da Igreja, porque a Santíssima Virgem vem pessoalmente comprovar antigos dogmas milenarmente estabelecidos pelo Magistério e reforçar a integridade da natureza singular e salvífica das práticas e doutrinas católicas.


É o caso da intervenção da Virgem do Apocalipse (ou da Revelação), conforme a própria Mãe do Verbo designou essa Sua invocação em Tre Fontane, Roma, no ano de 1947, manifestando-Se ao protestante radical Bruno Cornacchiola, que nutria criminoso ódio para com a Igreja Católica e planejara assassinar o Papa.


Disse a Santíssima Virgem: “Eu retornarei a esse lugar para converter um homem que lutará contra a Igreja de Cristo, e desejará assassinar o Santo Padre"


Luigina Sinapi, a quem a Virgem prometera dez anos antes: “Eu retornarei a esse lugar para converter um homem que lutará contra a Igreja de Cristo, e desejará assassinar o Santo Padre"

Luigina Sinapi, a quem a
Virgem prometera dez anos
antes: “Eu retornarei a
esse lugar para converter
um homem que lutará contra
a Igreja de Cristo, e
desejará assassinar o Santo
Padre"

Tre Fontane, o local da intervenção da Virgem do Apocalipse, por si só é um local tradicionalmente sagrado. Ali fora decapitado o apóstolo Paulo. Numa manhã de abril de 1937, portanto, dez anos antes da intervenção que converteria o fanático Bruno Cornacchiola, conforme narraremos a seguir, a Santíssima Virgem Maria apareceu em uma gruta a uma piedosa jovem católica chamada Luigina Sinapi, dizendo-lhe:


“Eu retornarei a esse lugar para converter um homem que lutará contra a Igreja de Cristo, e desejará assassinar o Santo Padre. Vai agora à Basílica de São Pedro e lá encontrarás uma religiosa que te fará conhecer o seu irmão, que é um cardeal. A ele deves levar a mensagem. Deverás dizer ao cardeal que logo mais ele será o novo papa”.


Atendendo à solicitação celestial, Luigina segue para S. Pedro, onde se encontra com a marquesa Pacelli e transmite-lhe a mensagem que é entregue a seu irmão Cardeal Eugenio Pacelli, na época, Secretário de Estado.


O cardeal Eugênio Pacelli, futuro papa Pio XII, após inteirar-se dos fatos, através de sua irmã, afirmou: “Se são flores, florirão...”


A profecia de Nossa Senhora cumpre-se. Pacelli torna-se então o Papa Pio XII, que recebe Luigina por diversas vezes. Mais tarde, esse Sumo Pontífice receberia das mãos de um arrependido ex-adventista o punhal destinado ao assassinato do sucessor de Pedro, onde se lia em letras entalhadas a sentença de sua própria morte.


"Morte ao Papa"


Bruno Cornacchiola nasceu em 1913 em Roma. Filho de pais desestruturados fugiu de casa aos 14 anos. Graças a uma mulher chamada Maria Farsetti, recebeu algum ensino religioso, fazendo então sua primeira comunhão. Após o serviço militar, na idade de 23 anos, casou-se com Iolanda Lo Gatto. Para ganhar algum dinheiro decidiu lutar nas tropas nacionalistas na Guerra Civil Espanhola, embora realmente sentia-se inclinado para o comunismo.


Logo que chegou à Espanha, sob influência de um protestante alemão abandonou o Catolicismo, convencido pelo amigo de que o papado era a causa de todos os males do mundo. Foi-lhe inculcado a peculiar aversão protestante à Santíssima Virgem e ensinado que o Papa era a besta do apocalipse. Fanatizado, Bruno passou a nutrir intenso ódio para com a Igreja e fez o juramento de matar o Papa.


Persuadido dessa idéia, comprou um punhal em Espanha especialmente para esta finalidade, no qual talhou as ameaçadoras palavras: "Morte ao Papa."


Em sua Fé, a esposa de Bruno recorre ao
Sagrado Coração de Jesus

Bruno, sua esposa Iolanda e seus três filhos

Suas novas crenças protestantes assustam sua esposa, que passa a ser inclusive agredida fisicamente por ele. Em sua cegueira, destrói todas as lembranças católicas, sacramentais e imagens sagradas que tinha em sua casa. Decide aderir à sua nova fé através da Igreja Adventista, localizada em Roma.


Antes porém de passar a frequentar os cultos, tenta persuadir sua mulher a converter-se ao protestantismo. Pressionada, ela concorda, mas com uma condição: a de que ele fizesse a devoção das Nove Primeiras Sextas-feiras, conhecida prática católica dedicada ao Sagrado Coração de Jesus. Essa devoção, ensinada pelo próprio Jesus no século XVII em uma sobrenatural manifestação à Santa Margarida Maria Alacoque (1647-1690), consiste em receber a Sagrada Eucaristia durante 9 sextas-feiras consecutivas (1).


Assim, ficou combinado entre Bruno e sua esposa que, se, porventura, ao final desse período ele ainda estivesse determinado a se tornar um protestante, ela o acompanharia em sua nova crença.


Iolanda acalentava a fé de que Deus de alguma forma convertesse seu marido. No entanto, no final dos nove meses, Bruno mantinha firme sua adesão à crença adventista. Assim, relutantemente, ela foi obrigada a se render às novas convições religiosas do marido.


Em seu ranço anti-católico, Bruno escreveu: “Nossa Senhora não é uma virgem, não é imaculada, não é a ‘Senhora da Assunção’"



Os filhos de Bruno, Carlo, Isola e
Gianfranco com idades entre 7,
10 e 4 anos respectivamente

De 1939 a 1947 Bruno trabalhava como condutor elétrico, em Roma. Nessa época tinha três filhos Carlo, Gianfranco e Isola, com idades respectivas entre 7, 4 e 10 anos. Sua violência para com a esposa continuava, causando muito sofrimento tanto para ela como para as crianças. Agora ele era um comunista convicto que mantinha o secreto plano de matar o Papa.


Era final de inverno. Bruno se encontrava a passeio em Tre Fontane. As crianças brincavam com uma bola à orla da floresta de eucalipto. Tranquilamente, sentou-se para escrever um documento contra a Virgem Maria, tema que apresentaria na pregação que faria no dia seguinte, em sua igreja.


Naquele momento, ali estava um agitador protestante, desenvolvendo um tema contra a Virgem Maria. Sua redação devia ser violenta, arrogante, e ao mesmo tempo convincente. Numa pasta ele trouxera sua Bíblia protestante. Logo em suas primeiras frases ele estabelece a negação, em primeiro lugar, dos privilégios concedidos por Deus a Maria, Sua Mãe. Bruno escreveu: “Nossa Senhora não é uma virgem, não é imaculada, não é a ‘Senhora da Assunção’.


"Linda Senhora... Linda Senhora! ..."


Gruta em Tre Fontane onde a Virgem do Apocalipse Se
manifestou às três crianças e, em seguida, a Bruno

Nesse momento, Bruno foi interrompido pelas vozes de seus filhos que começaram a gritar: “Papai, perdemos a bola, ajude-nos a encontrá-la.”


Logo encontrou a bola e passou a brincar com seus filhos até que em um dos chutes fez com que a bola subisse de forma tão espantosa que desapareceu. Novamente ele sai a procurá-la recomendando aos filhos para que permaneçam onde estavam. Enquanto procura a bola, Bruno grita o nome dos filhos para certificar-se de que continuam onde os havia deixado. Porém, repentinamente, Gianfranco não responde mais aos chamados.


"Gianfranco, onde estás?" chama em vão o pai. Não obtendo resposta e ficando mais e mais preocupado, relembra: "eu o procurava freneticamente por entre os arbustos e as rochas. Finalmente encontro meu filho ajoelhado na entrada de uma gruta. Suas mãos em oração e os olhos fitando intensamente o interior da gruta. O garoto estava sorrindo e sussurrando alguma coisa. Aproximei-me dele e pude ouvir estas palavras: "Linda Senhora... Linda Senhora! ..."

De joelhos, permaneciam olhando encantados em direção ao interior da gruta, repetindo as mesmas palavras


A "Linda Senhora", conforme descrita 
pelos quatro videntes


Bruno então chama sua filha Isolda. Qual não é seu espanto quando a menina também cai de joelhos ao lado do irmãozinho. As flores que carrega caem de suas mãos, enquanto seus olhos também se fixam no interior da gruta. Também ela começa a sussurrar: “Bela Senhora... Bela Senhora!”


Cornacchiola conta: "Mais irritado do que nunca, eu estava perguntando a razão pela qual eu mesmo e meus filhos estávamos agindo de forma tão estranha. De joelhos, permaneciam olhando encantados em direção ao interior da gruta, repetindo as mesmas palavras. Chamei Carlo, que veio ainda olhando para a bola".


"Vêm aqui, também," implorei. "Explica para mim o que teu irmão e tua irmã estão fazendo nessa estranha posição. Será um jogo que estão brincando juntos?"


"O jogo a que tu referes", observa Carlo, "eu não estou familiarizado com ele e não sei como jogar isso!" De repente, também ele cai de joelhos, ao lado direito de Isola, junta suas mãos em oração, e seus olhos incidem fascinados num local particular da gruta, a repetir baixinho as mesmas palavras,"Linda Senhora!..."


“Uma coisa foi puxada dos meus olhos”

Precedendo a aparição, Bruno vê
duas mãos puras e brancas moverem-se
em sua direção e tocam-lhe levemente
o rosto. Bruno sente a sensação de
que “uma coisa foi puxada
dos meus olhos”

Bruno entende que ele e sua família estão sendo protagonistas de um evento claramente sobrenatural.


"Eu estava assustado. Temeroso, fui perto da minha garotinha. 'Levanta-te, Isola.' Ela não respondeu. Tentei levantá-la, mas sem sucesso. Aterrorizado, percebendo suas pupilas dilatadas, suas faces pálidas, como se estivessem em êxtase, eu abracei minha menor, dizendo: 'vamos, levanta-te.' Como eu poderia ter perdido tanta força em meus braços? E então, eu exclamei: 'O que está acontecendo aqui?' 'Existe feitiçaria ou demônios neste gruta?' Instintivamente eu disse': 'Quem és tu, tu deves ser mesmo um sacerdote, sai!' Eu entrei na gruta, assim determinado a lutar contra quem estava lá dentro... mas a gruta estava vazia".


Angustiado, e vendo apenas a rocha nua diante de si, sai em estado de desespero, chorando convulsivamente, levanta os braços e os olhos para o céu e exclama: "Deus, livrai-nos!"


Ao dizer essas palavras vê duas mãos puras e brancas moverem-se em sua direção e tocam-lhe levemente o rosto. Bruno sente a sensação de que “uma coisa foi puxada dos meus olhos”. Naquele momento, sente uma certa dor e acha-se no mais profundo esquecimento. Pouco a pouco as trevas vão diminuindo, deixando uma tênue luz gradualmente mais brilhante e densa, de forma a iluminar toda a Gruta.


Neste ponto, "Cornacchiola continua: "Eu não poderia ver a gruta, nem o que estava dentro, mas eu estava envolto por uma invulgar alegria."


"Sou aquela que está na Trindade Divina. Sou a Virgem da Revelação. Tu me persegues. Mas agora, basta! Entra para o santo redil, a corte celeste na Terra. Obedece à autoridade do Papa"


A forma feminina estava descalça e
trazia um livro de capa escura sobre
o peito: A Bíblia! Bruno percebe que,
com Sua mão esquerda, a visão
aponta para algo próximo a seus pés.
"Eu olhei no chão e vi um pano preto
e sobre ele uma cruz quebrada"

Naquele momento de misteriosa perplexidade durante o qual é arrebatado da terra para o maravilhoso limiar da eternidade, para o ponto mais brilhante, ele tem a visão de uma jovem e doce senhora perfeitamente humana, de cabelos negros, vestida com uma túnica branca, uma faixa cor-de-rosa à cintura e um grande lenço cor de esmeralda sobre a cabeça. Apresentava-Se emoldurada dentro de uma luz dourada. Bruno olha para Ela, atraído por Sua beleza fascinante. Embora envolta por tão intensa luz, não sente seus olhos machucados, apenas extasia-se naquele mergulho na supernaturalidade.


Uma intensa fragrância de rosas e lírios tomou conta do lugar. A forma feminina estava descalça e trazia um livro de capa escura sobre o peito: A Bíblia! Bruno percebe que, com Sua mão esquerda, a visão aponta para algo próximo a seus pés. "Eu olhei no chão e vi um pano preto e sobre ele uma cruz quebrada".


Cornacchiola pensa que o pano preto, semelhante a uma beca rasgada, junto com a cruz quebrada, simbolizavam a liturgia e outros sinais sagrados que muitos religiosos têm descartado. "Meu primeiro impulso", prossegue, "foi chorar, pois eu não conseguia dizer uma única palavra." Naquele momento, a Mãe do Verbo e Mãe de toda humanidade, dirige então estas palavras a seu perseguidor:


"Sou aquela que está na Trindade Divina. Sou a Virgem do Apocalipse [ou da Revelação]. Tu me persegues. Mas agora, basta! Entra para o santo redil, a corte celeste na Terra. Obedece à autoridade do Papa. A promessa de Deus permanece inalterada: você está sendo salvo por ter guardado e observado as Nove Primeiras Sextas-feiras dedicadas ao Sagrado Coração de Jesus. Você atendeu à solicitação de sua fiel e amorosa esposa antes de fazer suas errôneas escolhas".


"Tu irás até o Santo Padre, o Supremo pastor de todos os cristãos. Dar-lhe-ás pessoalmente a ele Minha mensagem"



Parte das palavras da Virgem
do Apocalipse eram dirigidas
a Bruno e aos fiéis, e outra
parte dizia respeito unicamente
ao Santo Padre, portanto, um
segredo que deveria ser
confiado exclusivamente a ele

A essas palavras, Bruno sente-se suspenso, quase imerso em um estado pleno de felicidade em sair deste mundo. Ao mesmo tempo, um indefinível e misterioso perfume inunda todo o lugar, como a purificar a suja terra da gruta, então miseravelmente contaminada pelo pecado de muitos encontros ilícitos de pessoas que nela se ocultavam para cometerem adultérios, praticarem o crime do aborto e outros pecados da carne.


Em amorosa atitude maternal, a celestial Senhora conversou longamente com aquele filho, agora prestes a voltar para Deus. Parte de Suas palavras eram dirigidas a ele e aos fiéis, e outra parte dizia respeito unicamente ao Santo Padre, portanto, um segredo que deveria ser confiado exclusivamente a ele. Então, a Santíssima Virgem continuou:


"Quero dar-te a prova absoluta da realidade divina com a qual tu te deparas e, com issso, excluas qualquer outro motivo que não seja a verdadeira razão desse encontro. Este é o sinal: Cada vez que tu cumprimentares um padre na igreja ou na rua, tu lhe dirás: 'Padre, preciso falar com o senhor." Se ele responder: 'Ave Maria! - Meu filho, o que desejas?', implora-lhe para que pare, pois ele é o sacerdote escolhido por Mim. Tu lhe dirás o que teu coração ditar e lhe obedecerás. Na verdade, ele te guiará para um outro sacerdote, dizendo: 'Este é o padre ideal para ti' Depois, tu irás até o Santo Padre, o Supremo pastor de todos os cristãos. Dar-lhe-ás pessoalmente a Minha mensagem. Eu te mostrarei alguém que te levará até o Papa. Algumas pessoas do teu relacionamento não acreditarão em ti, mas não te incomodes com isto".


Naquela noite, Bruno se ajoelharia aos pés de sua esposa, contar-lhe-ia tudo e lhe imploraria perdão por toda violência e pelo caminho tortuoso que tinha tomado.


"A Santíssima Mãe foi minha professora, Aquela que me deu uma incomparável e sólida educação catequética, auxiliando-me a ser Sua testemunha"


O vidente realizou inúmeras conferências desde o Canadá até a Austrália, contando a história de sua conversão.


A Senhora disse estas palavras com indizível bondade e serenidade maternal. Depois, a encantadora dama virou-Se, mostrando Seu manto verde. Lentamente, moveu-Se em direção à Basílica de São Pedro.


Bruno, extático, percebeu que a Virgem tinha baixado seu olhar compassivo, apiedando-Se sua extrema pobreza para dar-lhe orientação, força e conforto.


O título de "Virgem do Apocalipse" não só é novo e maravilhoso para a Mãe de Deus, mas também altamente teológico. De fato, confirma todos os privilégios com base na palavra revelada e atribuída a Ela ao longo dos séculos.


Cornachiolla afirmou: "a Santíssima Mãe foi minha professora, Aquela que me deu uma incomparável e sólida educação catequética, ajudando-me a ser testemunha." Por isso, logo que Se manifestou a ele, após a saudação, disse-lhe com um doce sorriso:


"Tu me persegues. Agora basta! Entra no sagrado redil, no Celestial Tribunal sobre a Terra".


E com isso, mostrava o único caminho para a salvação, deixado por Seu Filho há dois mil anos, a Igreja Católica Apostólica Romana, que Bruno tinha abandonado.


"As Ave Marias que tu recitas com fé e amor são como setas douradas que penetram o Coração de Jesus"


Procissões passaram a ser realizadas em honra à Virgem do Apocalipse
Pouco mais de dois anos mais tarde, em 9 de Dezembro de 1949, Bruno fez parte de um grupo convidado a rezar o rosário com Pio XII, em sua capela privada. Após o rosário, o Papa perguntou se alguém queria falar com ele. Bruno entrou imediatamente e, ajoelhando-se a seus pés, com lágrimas de sincera compulsão, mostrou a adaga com a qual ele intencionava matá-lo, e tambem entregou-lhe sua Bíblia protestante. Bruno implorou perdão ao Papa e Pio XII imediatamente o perdoou sem hesitações.


Assim, essa tão singela, porém extraordinária manifestação da Santíssima Virgem, transformou para sempre a vida de Bruno. Uma vez desintegrados seu orgulho e sua obstinação, o antigo comunista passou a fazer grandes progressos e caminhou rapidamente no caminho da Verdade. O contato com a Mãe de Jesus acendeu-lhe o intelecto e reforçou sua vontade, sem alterar suas características pessoais.


Seu temperamento impetuoso ainda permaneceu com ele, mas foi direcionado para verdadeiros valores evangélicos e atividades espirituais.


Primeiramente, Bruno reconheceu o seu pecado e voltou-Se para Ela, a Imaculada, rogando perdão e força para a sua futura missão na vida. Sabendo que Seu Filho veio para pecadores como ele próprio, compreendeu porque a Santíssima Virgem tanto pede insistentemente a todos para que rezem e recitem o Rosário.


"Reza sempre e nunca deixes de recitar o Santo Rosário diário pela conversão dos pecadores e não-crentes e também pela Unidade dos Cristãos. As Ave Marias que recitas com fé e amor são como setas douradas que penetram o Coração de Jesus".


"Com esta terra antes cheia de pecados Eu operarei milagres pela conversão dos incrédulos"


Carlo Mancuso, meirinho municipal, o primeiro de muitos outros casos a ser agraciado com uma cura milagrosa por intercessão da Virgem do Apocalipse
Convém ressaltar que a gruta onde a Santíssima Virgem manifestou-Se a Bruno Cornacchiola e, anteriormente, também a Luigina Sinapi, tinha se tornado um antro de prostituição e criminalidade. Quando Luigina em 1927 avistou a Santíssima Virgem, próximo a Seus pés havia no chão o esqueleto de um bebê abortado, cujo corpo fora jogado naquele lugar.


É interessante ressaltar ainda que a uma curta distância daquela gruta, no sopé da colina, encontra-se a Igreja de São Paulo, que fora um perseguidor dos cristãos e, em seguida, apóstolo dos gentios, depois de sua conversão, quando Cristo manifestou-Se para ele às portas de Damasco. Segundo a tradição, São Paulo foi martirizado naquele local durante o tempo de Nero. Sua cabeça, decapitada por uma espada caíra ao chão e três vezes rolou quando, prodigiosamente, surgiu água a partir daqueles três lugares. Por isso aquele sítio foi denominado "Três Fontes".


Também Bruno Cornacchiola, outro perseguidor da Igreja, ali, tão próximo do lugar do martírio do apóstolo, é chamado a tornar-se um defensor da Fé, através de Maria, a Mãe a quem quis insultar nesse mesmo dia a Ela consagrado, o sábado, oitava da Páscoa.


Assim como Paulo, Bruno recebe do Céu a mesma missão, através da própria Virgem e torna-se sinal para seus irmãos. Ao longo de sua vida realizou seminários, encontros e palestras para pessoas de outras crenças e ex-católicos.


A própria Virgem tinha prometido:


"Através deste local até então sujo pelo pecado Eu operarei milagres para a conversão dos incrédulos."


A gruta de Tre Fontane transformou-se também num local de peregrinação de papas. Por lá passaram os Papas Pio XII, João XXIII, Paulo VI e João Paulo II que foram buscar, no amor e na proteção da Mãe da Igreja, a força necessária para a segura condução da barca de Pedro nas tempestuosas águas de nossos tempos.


A Virgem confirma o dogma: "Meu corpo não poderia ter perecido. Meu Filho O reclamou no momento de minha morte"


A Santíssima Virgem confirma o 
dogma da Assunção: "Meu perecível 
corpo não chegou a perecer. Meu 
Filho O reclamou no momento de 
minha morte"
Em Sua amorosa e maternal benevolência a Santíssima Virgem também quis revelar Seu Filho nos mistérios de Suas íntimas ligações com a Santíssima Trindade:


"Meu perecível corpo não chegou a perecer. Meu Filho O reclamou no momento de minha morte."


Essa afirmação, portanto, é confirmada no dogma da Assunção a sustentar que a Mãe de Deus, no fim de Sua vida terrena foi elevada em corpo e alma à glória celestial. Este dogma foi proclamado ex cathedra pelo Papa Pio XII, no dia 1º de novembro de 1950, por meio da Constituição Munificentissimus Deus:
"Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade, para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência; para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu".


O Novo Catecismo da Igreja Católica declara: "A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos" (n. 966).


Sobre essa verdade de Fé proclamada unicamente pela Igreja Católica, conferir a predição do próprio Jesus, duzentos anos antes, em Sua manifestação à Madre Mariana de Jesus em MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM QUITO, EQUADOR, (1594).


Portão da paz

Imagem atual do Santuáio da Virgem do Apocalipse

Em 12 de maio de 1956 teve início a construção do santuário na gruta. A estátua foi feita de Nossa Senhora eo Papa Pio XII que a abençoou.


Em 23 de fevereiro 1982, a Santíssima Virgem apareceu novamente a Bruno:


"Desejo que seja construída aqui uma casa-santuário dedicada a Mim sob a invocação de Virgem do Apocalipse, Mãe da Igreja. Minha casa será aberta a todos, de modo que todos possam entrar, encontrar a salvação e serem convertidos. Aqui o sedento e o pecador virão rezar. Aqui eles encontrarão amor, compreensão, consolo e o verdadeiro significado da vida. Aqui, nesta gruta, onde tenho aparecido várias vezes, será um santuário de expiação, como um purgatório na terra.


"Ela terá um portão, com o significativo nome 'Portão da Paz'. Todos que entrarem por ele se cumprimentarão uns aos outros com a saudação de paz e de unidade."


Milagre do sol e constantes manifestações de
graças, interiores e exteriores



Fiéis em oração diante da imagem da
Virgem do Apocalipse
Conforme profetizara a Virgem do Apocalipse, "muitas manifestações e graças, interiores e exteriores" iriam ocorrer. E como nas vezes precedentes, essa profecia também se cumpriu à risca.


No dia 12 de abril de 1980, mais de 3 mil pessoas assistiram estupefatas, durante a missa e, mais precisamente, no momento da consagração, o disco solar mudar de forma e de cor e apresentou as mais extraordinárias figuras.


O fato se repetiu em 12 de abril de 1982. Aproximadamente dez mil pessoas presentes na missa, concelebrada no novo santuário, testemunharam o céu e o sol mudarem sobrenaturalmente seu espectro de cores e uma grande esfera branca radiante passar pela gruta. Esses sinais foram testemunhados pelo próprio Secretário de Estado do Vaticano.


Desde a primeira aparição em 1947, sinais e conversões continuam ocorrendo, especialmente a cada dia 12 de abril, data de aniversário da primeira aparição. Muitas curas milagrosas têm sido reivindicadas por pessoas que, a pedido da Virgem, tocaram com fé sobre a terra da gruta. O primeiro "milagre do sol" foi relatado em Il Tempo (Um grande jornal diário, em Roma, Itália).


Conclusão





Bruno faleceu em 22 de junho de 2001
fiel à sua conversâo. Ainda velhinho,
era visto solitário diante do altar
a recitar seu rosário diariamente
Assim, a Virgem do Apocalipse veio pessoalmente confirmar o que Seu Filho já o determinara a Seu tempo.


Diz a Virgem do Apocalipse: "Entra para o santo redil, a corte celeste na Terra".


Disse Jesus: "Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus" (Mt 16,19).


Portanto, a Igreja Católica é é verdadeiramente o santo redil terreno de Cristo.


Diz a Virgem do Apocalipse: "Obedece ao Papa, o supremo pastor de todos os cristãos".


Disse Jesus: "E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,18).


Portanto, por mais que os ventos fustiguem a Casa do Senhor, Ele próprio continua sendo seu eterno penhor.


1951: O Papa Pio XII também foi testemunha direta do "giro do sol", ocorrido nos jardins do Vaticano. A capa da revista "Domenica del Corriere", do dia 28 outubro de 1951 apresenta uma ilustração referente ao episódio. 


Na legenda, lê-se que o Papa Pio XII, em 1950, enquanto caminhava a pé sozinho nos jardins do Vaticano, por três vezes viu o esplendor do fenômeno do sol que se transformou num disco de prata e projetou feixes de luz em todas as direções com alterações de cores. O mesmo fenômeno maravilhoso manifestou-se em vários anos atrás, precisamente na aldeia de Fátima e, por duas vezes, sobre a gruta de Tre Fonte.












Testemunho de Bruno Cornacchiola grafado por ele próprio na parede da gruta. Os escritos referem-se ao episódio sobrenatural da Virgem do Apocalipse que Se apresentou simultaneamente a ele e a seus três filhos





Projeto de construção do santuário



Uma das primeiras matérias publicadas em
periódicos da época



Documentação fotográfica
(dezembro de 1947)


Cartão postal de Tre Fontane

Celebração realizada na gruta de Tre Fontane



Bruno Cornacchiola, tocado pela graça
do Espírito Santo através da
Santíssima Virgem da Revelação

Obras de consulta e Anotações:


1- No século XVII, o jansenismo (heresia que constituiu uma corrente semi-protestante no interior da Igreja. Era de um rigorismo hirto (duro) e despropositado. Foi instituída pelo holandês Cornélio Jansênio, bispo de Ypres (1636). Sua teologia negava a infinita misericórdia de Deus e defendia a predestinação. Tal heresia foi condenada por diversos Papas, entre eles Inocêncio X, pela bula papal Cum occasione (1653). A principal característica dessa heresia consistia no fato de que se tornava uma espécie de protestantismo mitigado, infiltrado dentro da Igreja, causava grandes danos entre os fiéis. Destruía nas almas a noção da misericórdia de Deus e da confiança filial que devemos ter em relação ao Pai Celeste, inculcando um temor desprovido de amor, inclinando os católicos a fugir dos Sacramentos, sobretudo da Sagrada Eucaristia. Foi então que Nosso Senhor Jesus Cristo manifestou-Se a Margarida Maria Alacoque, jovem religiosa da Ordem da Visitação, para transmitir sua mensagem de misericórdia e confiança, expressa no Coração humano e divino do Verbo Encarnado. O culto ao Sagrado Coração de Jesus obteve a partir de então grande impulso e alastrou-se por toda a Igreja. Infelizmente, com a descristianização geral, hoje essa devoção aliás, como tantas outras perdeu praticamente todo o seu sentido de adoração, reparação e petição, tão necessários nos nossos tempos. (Cf. http://www.projetocrescer.net/osantodasemana_.asp?artigo=28).


2- The Virgin of the Revelation - Tre Fontane - Roma" by the "Shrine of "Virgin of the Revelation, Mother of the Church", 36 Chittering Rd, Bullsbrook, Western Australia, 6084.
Cf. TRUE & NEGLECTED APPARITION. TRE FONTANE, ROME 1947 - http://www.unitypublishing.com/Apparitions/TreFontane.html.
Cf. Apparizione di Itri (LT), 15 agosto 1935, alla serva di Dio Luigina Sinapi (1916-1978) e le Tre Fontane di Roma - http://www.mariadinazareth.it/home%20page.htm
Cf. Paróquia N. S. da Penha. Testemunhos de conversão. Testemunho e conversão de um ex-adventista. http://www.paroquiadearacariguama.com.br/11_Artigos/Artigos_test-conver.html
Cf. In Defense of the Cross. The Virgin of the Revelation.
http://www.indefenseofthecross.com/Virgin_of_Revelation.htm
Cf. Missioneras de La Divina Revelación. http://www.divinarivelazione.org/esp/
Cf. La Vergine della Rivelazione è apparsa alle Tre Fontane - http://trefontane.altervista.org/index.html
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