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15 de agosto A Aparição de Nossa Senhora em -TILLY-SUR-SEULLES- FRANÇA-1896
"Ouvireis falar de guerras e de rumores de guerra. Atenção: que isso não vos perturbe, porque é preciso que isso aconteça. Mas ainda não será o fim" (Mt 24,6).
Situada na França, em Calvados, a 25 quilômentros ao sul do canal da Mancha e das costas da Normandia e a meio caminho entre as cidades maiores de Bayeux e Caen.
A Virgem surgiu envolta em uma aura brilhante e foi vista simultaneamente por setenta alunos e três freiras
Sem exceção, todos as 73 testemunhas viram a aparição, que se manifestava envolta em uma aura brilhante que emitia raios verdes, vermelhos, cor-de-rosa, azuis e amarelos
Em 1896, a pequena cidade de Tilly tinha uma escola com setenta alunos administrada por três freiras. Em uma tarde de março de 1896, por volta de quatro horas, um garotinho olhou pela janela da escola que dava para um campo e viu uma “linda senhora” que lentamente descia do céu. Ao contar isso aos colegas de classe e à professora, todos correram para a janela e viram a mesma coisa.
Enquanto a espreitavam cheios de espanto, a “linda senhora” se posicionou no ar, próxima a uma grande árvore do outro lado do campo.
Os setenta alunos e as três freiras abandonaram a escola e atravessaram correndo o campo para ver a Senhora mais de perto. Sem exceção, todos eles viram a aparição, que se manifestava envolta em uma aura brilhante que emitia raios verdes, vermelhos, cor-de-rosa, azuis e amarelos.
A visão estava dentro desses raios. Suas vestes eram de estilo “turco e opulento”, mas cintilavam e mudavam de cor. A “bela Senhora” se sobressaía de forma resplendente e admirável e aparentemente era de tamanho natural.
A esta aparição seguiu-se quase imediatamente a Era da Anarquia
A esta aparição seguiu-se quase imediatamente a Era da Anarquia (1903 – 1909) e em seguida, a Primeira Grande Guerra
Imediatamente “uma grande multidão de devotos e curiosos” acorreu ao campo e todos testemunharam a aparição. Muitos se ajoelharam com reverência e começaram a rezar, pois entendiam que era uma aparição de Maria Santíssima.
Algum tempo depois a aparição desapareceu. Voltou a intervalos regulares nos dias seguintes, tornando quase impossível a condução das atividades escolares normais.
Essas aparições esporádicas continuaram por quatro anos e atraíram a Tilly-sur-Seulles uma multidão enorme e contínua de romeiros, repórteres, devotos, curiosos e também “investigadores” religiosos e incrédulos.
Essa aparição, no entanto, tomou um rumo muito estranho. Foi também a primeira intermitente, que continuou por vários anos (semelhante a Garabandal, Medjugorje, Byside e outras). Embora historicamente vivia-se um período de calma e prosperidade geral, ninguém poderia supor os enormes horrores que estavam prestes a acontecer. A esta aparição seguiu-se quase imediatamente a Era da Anarquia (1903 – 1909) e em seguida, a Primeira Grande Guerra.
Estranhamente, as visões passaram a tomar um rumo definitivamente inquietante
Capela das aparições
As características dessa aparição, hoje quase totalmente relegada ao esquecimento, foi importante em seu início, pois foi testemunhada direta e simultaneamente por cerca de quatrocentas pessoas e depois disso por outras centenas.
Com um número tão elevado de videntes e testemunhas, acabou por atrair ao local mais de duzentos pesquisadores médicos e psicólogos estupefatos.
Cabe aqui registrar o fato de alguns investigadores que chegaram para desmacarar a aparição também a viram, o que resultou num abalo às “suas convicções”. Profissionais de veículos de comunicação também a viram e passaram a noticiar o fato. Isso contribuiu para trazer ainda mais pessoas ao local.
Estranhamente, as visões passaram a tomar um rumo definitivamente “inquietante”. A aparição e os fenômenos passaram a revelar figuras horríveis e fantasmagóricas. Houve quem as imputasse como de origem “diabólica”. Mesmo assim a multidão sentia-se atraída. De modo bizarro, um número cada vez maior de pessoas presentes entravam em “êxtase, transes, ataques e convulsões”. Assim, testemunhas, devotos e curiosos entravam simultanteamente em êxtase ou transe com os olhos fixos na aparição.
Uma “epidemia” de visões apocalípticas coletivas acabou por eclipsar curas semelhantes as de Lourdes e La Salette que ali ocorriam
Nas visões pavorosas que se seguiam, muitos videntes passaram também a relatar diferentes descrições de tipos de “demônios”, além de combates “entre anjos e criaturas repulsivas”
Entre cânticos, hinos, rezas de ave-marias, vários videntes caíam em estados típicos de convulsionnaires, alheios e insensíveis a todo e qualquer sinal externo. A Senhora falou por intermédio de muitos que estravam em transe e pedia orações.
Jeanne Bellanger, uma garota de 13 anos, ao entrar em êxtase, ajoelhava-se e entortava-se para trás até o pescoço. Louise Polinière, também entrava em “êxtases repulsivos” inclinando desmesuradamente a cabeça para trás. Muitos estatelavam-se no chão vergados para trás.
Nas visões pavorosas que se seguiam, muitos videntes passaram também a relatar diferentes descrições de tipos de “demônios”, além de combates “entre anjos e criaturas repulsivas”.
A “epidemia” de visões apocalípticas coletivas que se sucedeu acabou por eclipsar as muitas curas que também ocorriam, semelhantes as de Lourdes e La Salette. Por isso é compreensível que as autoridades religiosas não tivessem mostrado interesse pela aparição, exceto extra-oficialmente para condená-la.
Nas visões, encenações arquetípicas de céu e inferno, ou do grandioso combate cósmico entre os seres do bem e do mal
Livro de quatrocentas páginas, originalmente publicado em 1901 pela marquesa de L'espinasse-Langeac
O registro mais completo de todos esses acontecimentos encontra-se numa obra rara denominada Historiques des apparitions de Tilly-sur-Seulles (Relatos circunstanciados das aparições em Tilly-sur-Seulles), (1) livro de quatrocentas páginas, originalmente publicado em 1901 pela marquesa de L'espinasse-Langeac.
O que desejamos enfatizar no relato dessa aparição de Maria Santíssima é seu aspecto apocalíptico. As visões aparentemente tão incomuns e pavorosas ocorrrida em Tilly, na verdade são similares às visões dos antigos profetas bíblicos.
Essas visões ilustram encenações arquetípicas de céu e inferno, ou do grandioso combate cósmico entre os seres do bem e do mal, o que claramente sugere eventos escatológicos determinantes que, a seu tempo, sobreviriam e atingiriam a humanidade inteira.
De alguma forma, por uma determinação superior os visionários captam esses quadros mentais, como hologramas de um futuro não muito distante e, às vezes, prestes a acontecer.
As grandes aparições da Mãe Santíssima geralmente precedem acontecimentos horríveis, que não demoram a ocorrer
Área ao redor de Tilly e do litoral da Normandia tornou-se terra de lutas, trincheiras, lama armas de gás mortífero, insanidade, lodo, doença e morte, com milhares de corpos putrefatos e valas comuns
Portanto, nesse contexto, o que se seguiu historicamente após a aparição em Tilly é muito significativo. Após 14 anos desses acontecimentos em Tilly, o norte da França, em especial a ampla área nas cercanias de Tilly-sur-Seulles, mergulhou na Primeira Grande Guerra.
A esse episódio especifíco, o estudioso Ingo Swann lembra que, em sua maioria, as grandes aparições da Mãe Santíssima precedem acontecimentos horríveis, que não demoram a ocorrer.
E, na verdade, em algumas dessas manifestações em que fala, a Mãe de Jesus diz que veio para advertir. Deixando claro que não vem para satisfazer plácidas expectativas devocionais.
Esse pesquisador chama a atenção para o fato de que a área ao redor de Tilly e do litoral da Normandia tornou-se terra de lutas, trincheiras, lama armas de gás mortífero, insanidade, lodo, doença e morte, com milhares de corpos putrefatos e valas comuns.
Principal centro dos desembarques na Normandia durante a Segunda Grande Guerra deu-se ao redor de Tilly
A Grande Guerra era chamada de Apocalipse. Durou quatro anos até as forças dos combatentes arrefecerem por pura exaustão. Quatro anos, exatamente o mesmo tempo que durou a aparição em Tilly-sur-Seulles.
Chegada de reforço das tropas aliadas desembarcando na praia de Omaha, Normandia
É fato histórico também que a área ao redor de Tilly foi o principal centro dos desembarques na Normandia durante a Segunda Grande Guerra. Aquela região foi palco de algumas das batalhas mais cruéis entre a invasão aliada e a resistência alemã, que aconteceram justamente ali. Os grandes cemitérios falam por si dessas duas guerras apocalípticas.
Observa Swann, “em retrospecto, é possível dizer que a Mãe Santíssima veio para advertir sobre o apocalipse que estava próximo — embora de uma forma estranha”.(2)
Após a guerra, milhares de ossos putrefatos de soldados podiam ser encontrados vergados para trás jazendo ao sol, com a mesma forma característica assumida pelos convulsionários em seus êxtases, alguns anos antes. Atualmente, nas cercanias de Tilly-sur-Seulles cemitérios vastos e tristes testificam o horror das duas grandes guerras apocalípticas prenunciadas pela Santíssima Virgem através de seus sinais
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Fontes de consulta:
15 de agosto As Aparições de Nossa Senhora em Lavang - Vietname - 1798
Nossa Senhora
de
Lavang
Durante a maior parte do século XVII, o Vietname esteve em guerra por várias lutas de poder e domínio. As regiões do norte do reino caíram sob a autoridade dos senhores da família Tribh, ao passo que na região sul, os senhores de Nguyen tomaram o poder. À medida que o século XVIII tendia para o fim, ambos os domínios foram abalados e ameaçados por revoltas de camponeses e forças rebeldes emergentes.
A mais forte de entre elas foi conduzida pelos três irmãos de Tay Son. Com pequeno intervalo, derrubaram sucessivamente os senhores de Nguyen e derrotaram os senhores de Trinh, restaurando a unidade nacional pela primeira vez desde o declínio da dinastia Le. Um dos irmãos Tai Son foi aclamado Rei Quang Trung. Em 1792 morreu e deixou o reino ao filho que se tornou o Rei Canh Thinh.
Entretanto, Nguyen Anh continuou a revolta tentando reclamar o seu trono. Ao tentar fugir dos rebeldes Tay Son em 1777, refugiou-se na ilha de Phu Quoc, onde D. Pedro Pigneau de Behaine, da Sociedade das Missões Estrangeiras, dirigia um seminário para jovens das terras vizinhas. O bispo convenceu-o a pedir auxílio a Luís XVI de França.
O Rei Canh Thinh soube que Nguyen Anh recebia apoio do missionário francês e teve receio que os católicos vietnamitas apoiassem o seu reinado. Começou a pôr restrições à prática do catolicismo na região. Em 17 de Agosto de 1798, o Rei Canh Thinh promulgou um édito anti-católico e uma ordem para destruir todas as igrejas católicas e seminários.
Começou uma profunda perseguição aos católicos vietnemitas e aos missionários, que durou até 1886. Mesmo depois de Nguyen Anh ter conseguido recuperar o trono como Rei Gia Long (1802-1821), os seus sucessores, Rei Minh Mang (1820.1840), Rei Thieu Tri (1841-1847) e Rei Tu Duc (1847-1884), o último imperador Nguyen, continuaram a intensa campanha contra os católicos, ordenando castigos que iam desde queimarem-lhe as caras até à morte por diversos métodos cruéis para os católicos vietnamita e padres missionários.
Foi no meio destes grandes sofrimentos que a Senhora de Lavang veio até ao povo Vietnamita. O nome Lavang pensa-se que tem origem no nome da grande floresta da região central do Vietname (conhecida agora como a Cidade de Quang Tri) onde havia abundância de um tipo de árvores chamadas La Vang. Também se disse que o nome vinha do significado em vietnamita da palavra "Gritar por socorro", para assinalar os gritos de ajuda das pessoas perseguidas.
A primeira aparição da Senhora de Lavang foi assinalada em 1798, quando a perseguição aos católicos vietnamitas começou. Muitos católicos da cidade próxima de Quang Tri procuraram refúgio na floresta de Lavang. Muitas dessas pessoas sofreram do tempo de frio agreste, de ataques de animais selvagens, doenças da floresta e fome. À noite, juntavam-se muitas vezes em pequenos grupos para rezar o terço e orar.
Inesperadamente, uma noite foram visitados pela aparição
duma linda Senhora com uma longa capa, com um menino nos braços, com dois anjos de cada lado.
As pessoas reconheceram a Senhora como A Nossa Bendita Mãe.
A Nossa Bendita Mãe consolou-os e disse-lhes para ferverem as folhas das árvores circundantes e usá-las como remédio. Também lhes disse que a partir daquele dia, todos os que viessem àquele lugar para rezar, as suas orações seriam ouvidas e atendidas.
Isto aconteceu numa área de ervas perto da grande figueira indiana onde rezavam os refugiados. Todos os presentes testemunharam o milagre. Depois da primeira aparição, A Bendita Mãe continuou a aparecer ao povo neste mesmo lugar, várias vezes ao longo de um período de quase cem anos de perseguição religiosa. Entre muitos grupos de católicos vietnamitas que foram queimados vivos por causa da sua fé, estava um grupo de 30 pessoas que foram apanhadas quando saíam do seu esconderijo na floresta de Lavang. A seu pedido foram levadas para a pequena capela de Lavang e forma aí imolados.
Desde a altura em que a Senhora de Lavang apareceu pela primeira vez, o povo que se refugiava aí erigiu uma pequena e simples capela em sua honra. Durante os anos seguintes, o Seu nome espalhou-se a outros lugares. Apesar da sua localização isolada nas altas montanhas, grupos de pessoas continuaram a encontrar maneira de penetrar na floresta profunda e perigosa para prestar culto à Senhora de Lavang. Gradualmente, os peregrinos que vinham com machados, lanças, paus, tambores para assustar os animais selvagens, foram substituídos por aqueles que traziam bandeiras, flores e rosários. As peregrinações continuaram todos os anos apesar das contínuas campanhas de perseguição.
Reconhecimento pela Igreja
Em 1886, depois de oficialmente terminada a perseguição, o bispo Gaspar mandou construir uma igreja em honra de Nossa Senhora de Lavang. Por causa da sua difícil localização e pela falta de fundos, levou 15 anos a completar-se a sua construção. Foi inaugurada por D. Gaspar numa cerimónia solene em que participaram mais de 12 000 pessoas e durou de 6 a 8 de Agosto de 1901. O bispo proclamou a Senhora de Lavang a protectora dos católicas.
Em 1928 foi construída uma igreja maior para albergar o número crescente de peregrinos. Esta igreja foi destruída em 1972, durante a guerra do Vietname.
A história da Senhora de Lavang continua a ganhar importância à medida que são validados os pedidos das pessoas cujas orações foram atendidas.
Em Abril de 1961, a Conferência do Bispos Vietnamitas seleccionou a santa igreja de Lavang como o Centro Sagrado Mariano Nacional.
Em Agosto de 1962, o papa João XIII elevou a igreja de Lavang a Basílica.
Em 19 de Junho de 1988, o papa João Paulo II na cerimónia de canonização dos 117 mártires vietnamitas, publica e repetidamente reconheceu a importância e significado da Senhora de Lavang, e expressou o desejo da reconstrução da Basílica para comemorar
domingo, 10 de agosto de 2025
quinta-feira, 7 de agosto de 2025
segunda-feira, 4 de agosto de 2025
05 de agosto Nossa Senhora das Neves
Celebração: Dia de Nossa Senhora das Neves
Ó Maria, Senhora das Neves, Mãe de toda a humanidade. Dá-me a tua mão para que eu acerte sempre o caminho.
Nossa Senhora das Neves
Neste 5 de agosto é celebrado o Dia de Nossa Senhora das Neves. De acordo com a tradição, por volta do século IV, um casal de Roma rezava para conceber filhos e pediram a ajuda de Nossa Senhora.
Em resposta, Maria Santíssima apareceu ao casal na noite de 4 de agosto, pedindo que fosse construída uma Basílica no Monte Esquilino e que indicaria o local enviando neve. A mesma aparição aconteceu para o Papa da época.
No dia seguinte, em pleno verão europeu, o sol brilhava e neve caia no monte, cobrindo o espaço que deveria ser usado para a construção. Posteriormente, após o Concílio de Éfeso, o Papa Sisto III construiu a atual Basílica de Santa Maria Maior.
A história se espalhou por toda Roma e o dia 5 de agosto passou a ser dedicado à Nossa Senhora das Neves. São Pio V a declarou como festa universal no século XVII e para comemorar o famoso milagre, neste dia, os fiéis lançam pétalas de rosas do alto da cúpula durante a celebração da missa.
No Brasil, Nossa Senhora das Neves é padroeira do Estado da Paraíba e dos municípios paraibanos de João Pessoa, Ribeirão das Neves e Iguape e de Vigia de Nazaré, no Pará.
Vamos rezar a Nossa Senhora das Neves pelo Brasil
Ó excelsa Virgem das Neves, protegei o Brasil, que é Vosso desde o dia abençoado do descobrimento, durante a colonização, no império e na república, e vosso será em todos os tempos, porque assim desejam os vossos filhos que Vos ama com ternura e afeição, e desejam viver à sombra augusta da Cruz, sob a Vossa maternal e acolhedora proteção. Amém.
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