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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

As Aparições de Nossa Senhora de Guadalupe - Mexico -1531 ao vidente San Juan Diego


Nossa Senhora de Guadalupe Padroeira da América Latina

Guadalupe-México-1531

Nossa Senhora de Guadalupe
O vidente Juan Diego
Em 1521, a capital do império Azeteca, cai sob o exército de Fernando Cortez. Menos de 20 anos depois, nove milhões de habitantes que tinham professado durante séculos uma religião politeísta que preconizava os mais cruéis sacrifícios humanos, foram convertidos ao cristianismo.

Vários historiadores concordam que Juan Diego nasceu em 1474 no bairro de Tlayacac em Cuauhtitlan, que foi estabelecido em 1168 pelo homens de Nahua e conquistado pelo senhor Azeteca Axayacatl em 1467; fica localizado 20 quilómetros ao norte de Tenochtitlan (Cidade do México).

O seu nome nativo era Cuauhtlatoatzin, que pode ser traduzido como "Aquele que fala como águia" ou "águia que fala".

Era um macehualli ou "pobre Índio", que não pertencia a qualquer classe social do Império, como padres, guerreiros, comerciantes. Era um membro da mais baixa classe no Império Azeteca. Quando falava a Nossa Senhora, ele chamava a si mesmo "um ninguém", e entendia que a sua condição de "ninguém" estava na origem da falta de crédito que o bispo lhe dava.

Trabalhava no campo e no fabrico de esteiras. Possuía uma pedaço de terra com uma pequena casa. Era feliz no casamento, mas não tinha filhos.

Entre 1524 e 1525 foi convertido e baptizado, bem como a esposa. Recebeu o nome cristão de Juan Diego e sua esposa o nome de Maria Lúcia. Provavelmente foi baptizado pelo famoso e amado missionário Franciscano, Frei Toribio de Benavente, conhecido como "Motolinia", ou "o pobre", pelos índios, por causa da sua extrema bondade e piedade.

Segundo a primeira investigação formal da Igreja sobre esses acontecimentos, as Informaciones Guadalupanas de 1666, Juan Diego parece ter sido muito dedicado, homem religioso, mesmo antes da sua conversão. Era um solitário, personagem mística, propenso a períodos de silêncio e frequentes penitências, e costumava caminhar de sua aldeia a Tenochtitlan, para receber instrução religiosa.

A esposa Maria Lúcia adoeceu e faleceu em 1529. Juan Diego foi morar com seu tio Juan Bernardino em Tolpetlac, que fica mais próximo da igreja em Tenochtitlan.

Caminhava durante todo o Sábado e Domingo, vários quilómetros, ate à igreja, saindo muito cedo, antes do amanhecer, para chegar à hora da missa e para a aula de catequese. Caminhava descalço, como todas as pessoas da sua classe. Vestia naquelas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso, como um manto, 'tilma', feito de fibras do cacto. O algodão somente era usado pela classe alta dos Azetecas.

Durante uma das suas caminhadas a Tenochtitlan, que levava cerca de três horas e meia entre a aldeia e a montanha, a primeira aparição ocorreu num lugar que agora conhecemos como a "Capilla del Cerrito", onde a Virgem Maria o chamou na sua língua nativa, Nahuatl.

Tinha 57 anos, uma idade avançada naquela época, onde a expectativa de vida para um homem era somente de 40 anos.

Depois do milagre de Guadalupe, Juan Diego mudou-se para uma sala ligada à capela que acolheu a sagrada imagem, depois de ter deixado os seus negócios e propriedades ao tio. Dedicou o resto da vida à divulgação das aparições aos seus conterrâneos.

Morreu em 30 de maio de 1548, com 74 anos.

Juan Diego amou profundamente a Eucaristia e obteve uma autorização especial do Bispo para receber a Comunhão três vezes por semana, um acontecimento bastante raro naquela época.

A mensagem

Todos os relatos das aparições de Nossa Senhora de Guadalupe inspiram-se no Nican Mopohua, escrito em língua azeteca, pelo escritor índio António Valeriano na primeira metade do século XVI. Este original nunca foi encontrado. Temos uma cópia de Luís Lasso de La Vega, de 1649. É deste documento que se retiraram os relatos das aparições.

Primeira Aparição

Dez anos depois da tomada da Cidade do México, a guerra chegou ao fim e houve paz entre os povos. Desta maneira começou a nascer a fé, o conhecimento do Deus Verdadeiro, por quem vivemos. Em 1531, nos primeiros dias de Dezembro, num Sábado de madrugada, Juan Diego, cujo nome nativo era Cuautitlan, subia a encosta da montanha de Tepeyac. O dia amanhecia e ele começou a ouvir cânticos no cimo da montanha, parecidos com variados pássaros a cantar. De vez em quando, as vozes cessavam e parecia que o monte lhes respondia. O som, muito suave e deleitoso, era ainda mais belo que o dos pássaros da região. Juan Diego parou, olhou e disse para si mesmo:

“Porventura, sou digno do que ouço? Será um sonho? Estou a dormir em pé? Onde estou? Será que estou num paraíso terrestre de que os mais velhos nos falam? Ou quem sabe se estou no céu?".

Olhando para oriente, para o cimo da montanha, de onde vinha o precioso cântico celestial, deu-se um silêncio. Então, ouviu uma voz por cima da montanha dizendo:
Juanito, Juan Dieguito

Dirigiu-se para onde ouvia a voz e, sem medo, subiu a montanha. Quando alcançou o cimo, viu uma Senhora, que estava parada e disse-lhe para se aproximar. Na sua presença, ficou maravilhado pela grandeza sobre-humana. O vestido era radiante como o sol, o penhasco onde assentava os pés, penetrado com o brilho, assemelhava-se a uma pulseira de pedras preciosas e a terra cintilava como o arco-íris. As ervas daninhas que por ali havia, pareciam como esmeraldas, a folhagem como turquesas, e os ramos e espinhos brilhavam como ouro. Inclinou-se diante da Senhora e ouviu a sua palavra, suave e cortês, como alguém que encanta e cativa muito. Ela disse-lhe:

Juanito, o mais humilde dos meus filhos, onde vais?

Ele respondeu:

“Minha Senhora e Menina, eu tenho que ir à igreja no México, Tlatilolco, para seguir as coisas divinas, que nos dão e ensinam os nossos sacerdotes, delegados de Nosso Senhor.”

Ela, então disse-lhe:

Fica a saber que és o mais humilde dos meus filhos. Eu, a Sempre Virgem Maria, Mãe do Deus Vivo, por quem nós vivemos, do Criador de todas as coisas, Senhor do céu e da terra, desejo que seja construído aqui um templo rapidamente. Então, poderei mostrar todo o meu amor, compaixão, auxílio e protecção, porque eu sou a vossa piedosa Mãe e de todos os habitantes desta terra, e de todos os outros que me amam, invocam e confiam em mim. Ouço todos os seus lamentos e remedeio todas as suas misérias, aflições e dores. E para realizar o que a minha clemência pretende, vai ao palácio do Bispo do México e diz-lhe que eu manifesto o meu grande desejo, que aqui neste lugar seja construído um templo para mim. Dirás exactamente tudo que viste, admiraste e ouviste. Tem a certeza que te ficarei muito agradecida e te recompensarei. Far-te-ei muito feliz e digno da minha recompensa, por causa do esforço e canseira que terás para cumprir o que te ordeno e confio. Presta atenção, ouviste a minha ordem, meu humilde filho, vai e põe nisto todo o teu empenho.

Neste ponto ele inclinou-se diante Dela e disse:

Minha Senhora, eu vou cumprir as tuas ordem, agora despeço-me de ti, teu humilde servo.


De imediato desceu para cumprir a tarefa e foi directo, pela estrada, a caminho da Cidade do México.

Segunda Aparição

Tendo entrado na cidade, sem perder tempo, foi directo ao palácio do bispo que chegara recentemente e se chamava Frei Juan de Zumarraga, um religioso Franciscano. Ao chegar, procurou vê-lo, pediu ao criado que o anunciasse. Esperou muito tempo. Quando entrou, ajoelhou-se e disse ao bispo a mensagem da Nossa Senhora do Céu, bem como tudo o que havia visto, escutado e admirado. Porém, após ouvir toda o relato, o bispo incrédulo disse-lhe: "Volte mais tarde, meu filho e o ouvirei com muito prazer. Examinarei tudo e pensarei no motivo pelo qual veio". Juan Diego saiu triste, porque a sua mensagem não foi ouvida. 
Veio-se embora no mesmo dia. Foi directamente ao cimo da montanha, encontrou-se com a Senhora do Céu, que o esperava no mesmo lugar onde tinha aparecido. Vendo-a, prostrou-se diante dela e disse:


"Senhora, minha Menina, eu fui aonde me mandou para levar a mensagem, como me havia ordenado. Ele recebeu-me com bondade e ouviu-me atentamente, mas quando respondeu, pareceu-me não acreditar. Ele disse: "Volte mais tarde, meu filho e o ouvirei com muito prazer. Examinarei o desejo que trouxe da parte da Senhora". Acho, pelo seu modo de falar, que não acredita em mim e que é invenção da minha parte, o seu desejo de construção de um templo neste lugar, para a Senhora. E que esta não é uma ordem sua. Por isso, peço-lhe encarecidamente, Senhora e minha Criança, que mande alguém mais importante, bem conhecido, respeitado e estimado para que acreditem. Porque eu não sou ninguém, sou um cordelinho, uma escadinha de mão, o fim da cauda, uma folha. E você, minha Criança, a minha filhinha mais pequenina, minha Senhora, envias-me a um lugar onde eu nunca estive! Por favor, perdoa-me o grande pesar e aborrecimento causado, minha Senhora e meu Tudo.” 

A Virgem Santíssima respondeu:

Escuta, meu filho mais pequeno, tens de perceber que eu tenho vários servos e mensageiros, que posso encarregar de levar a mensagem e executar o meu desejo, mas eu quero que tu mesmo o faças. Eu fervorosamente imploro, meu pequenino, e com severidade eu ordeno que voltes novamente amanhã ao bispo. Vais em meu Nome e faz saber o meu desejo: que ele inicie a construção do templo como Eu pedi. E novamente diz que Eu, pessoalmente, a Sempre Virgem Maria, Mãe do Deus Vivo, lhe ordenei.

Juan Diego respondeu:

“Senhora, minha Criança, não me deixes afligir-te. Alegremente e de bom grado irei cumprir a tua ordem. De nenhuma maneira irei falhar e não será penoso o caminho. Irei realizar o teu desejo, mas acho que não serei ouvido, ou se for, não acreditarão. Amanhã ao entardecer, trarei o resultado da tua mensagem com a resposta do bispo. Descansa, entretanto.”

Juan, então, foi para casa.

Terceira Aparição

No dia seguinte, Domingo, antes do amanhecer, saiu de casa e foi ao Tlatilolco, para aprender as coisas divinas, e de seguida estar presente a tempo para ver o bispo. Por volta das 10 horas, estando em cima da hora, após participar na Missa e o povo ter dispersado, saiu apressadamente. Pontualmente, Juan Diego foi ao palácio do bispo. Mal chegou, estava já ansioso para tentar vê-lo. E novamente, com muita dificuldade, o bispo apresentou-se. Ajoelhou-se-lhe aos pés, triste e choroso, expôs a ordem de Nossa Senhora do Céu, e que por Deus, acreditasse na sua mensagem, de que o desejo da Imaculada de erguer um templo onde Ela queria, fosse realizado. O bispo, para se assegurar, fez várias perguntas: onde a tinha visto e como era ela. E ele descreveu tudo perfeitamente com detalhes. Apesar da precisa descrição da sua imagem, e tudo quanto tinha visto e admirado, que em tudo reflectia ser a Sempre Virgem Santíssima Mãe do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, o bispo não deu crédito e disse que somente pela sua súplica, não atenderia ao pedido, e que, aliás, um sinal era necessário; só então acreditaria ser ele enviado pela verdadeira Senhora do Céu. Após ouvir o bispo, disse Juan Diego:

“Meu senhor, escutai! Qual deve ser o sinal que o senhor quer? Para eu pedir à Senhora do Céu que me enviou aqui”.

O Bispo, vendo que ele contava tudo sem duvidar, nem retractar nada, despediu-o. Imediatamente ordenou a algumas pessoas de sua casa e de inteira confiança, que o seguissem e vissem onde ia, o que via e a quem falava. E assim foi feito. Juan Diego veio pela estrada. Aqueles que o seguiam, após cruzarem o barranco perto da ponte do Tepeyac, perderam-no de vista. Procuraram por todo o lado, mas não conseguiram mais vê-lo. Voltaram para trás com muita raiva, não somente porque estavam aborrecidos, mas também por ficarem impedidos do objectivo. E o que disseram ao bispo influenciou-o para não acreditar em Juan Diego. Disseram-lhe que tinha sido enganado. Juan Diego apenas forjou o que veio dizer, e a sua mensagem e pedido simplesmente não passavam de um sonho. Então, arquitectaram um plano, para se acaso ele voltasse, o prenderem e punirem com severidade, e de tal forma que ele jamais mentiria ou enganaria novamente.

Entretanto, Juan Diego estava com a Virgem Santíssima, contando-lhe a resposta que trazia do senhor bispo. A Senhora, após ouvir, disse-lhe:

Muito bem, meu querido, voltarás aqui amanhã, então levarás ao bispo o sinal por ele pedido. Com isso ele irá acreditar em ti, e a este respeito, ele não mais duvidará nem desconfiará de ti, e sabes, meu querido, Eu te recompensarei pelo teu cuidado, esforço e cansaço gastos em Meu favor. Vai agora. Espero-te aqui amanhã.

Quarta Aparição
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No dia seguinte, segunda-feira, quando Juan Diego teria que levar um sinal para o bispo acreditar, não pôde ir porque, ao chegar a casa, o tio, chamado Juan Bernardino, estava doente e em estado grave. Primeiro foi chamar um médico que o auxiliou, mas era tarde, e o estado do tio era muito grave. Durante toda a noite o tio pediu que, ao amanhecer, ele fosse ao Tlatilolco e chamasse um sacerdote, para prepará-lo e ouvi-lo em confissão, porque certamente a sua hora tinha chegado, pois não mais se levantaria ou melhoraria da sua doença.

Na terça-feira, antes do amanhecer, Juan Diego ia ao Tlatilolco chamar o sacerdote, e ao aproximar-se da estrada que liga a ladeira ao cimo do Tepeyac, em direcção ao oeste onde estava acostumado a passar, disse:

“Se eu seguir para a frente, a Senhora estará à minha espera, e eu terei que parar e levar o sinal ao bispo. A primeira coisa que tenho de fazer rapidamente é chamar o sacerdote, porque o meu pobre tio certamente o espera.”


Então, contornou a montanha, deu várias voltas, de forma a não poderia ser visto por Ela, que tudo vê. Mas, viu-a descer do cimo da montanha e estava a olhar na direcção onde anteriormente se encontraram. Aproximou-se dele pelo outro lado da montanha e disse:

Que se passa, meu filho? Onde é que vais?

Ele estava aflito, envergonhado, ou assustado? Inclinou-se diante dela e saudou-a dizendo:

“Minha Criança, a mais meiga das minhas filhas, senhora, Deus permita que estejas contente. Como estás nesta manhã? Estás bem de saúde? Senhora e minha Criança. Vou-te dar um desgosto. Sabes, minha Criança, um dos teus servos está muito doente, o meu tio. Ele contraiu uma peste, e está prestes a morrer. Eu estou a caminha da tua casa, no México, para chamar um dos teus sacerdotes, querido por Nosso Senhor, para ouvir a sua confissão e absolvê-lo, porque desde que nós nascemos, esperamos os trabalhos da nossa morte. De forma que, se eu for, voltarei aqui brevemente, e então levarei a tua mensagem. Senhora e minha Criança, perdoa-me, tem paciência comigo. Eu não te enganarei, minha pequenina. Amanhã voltarei o mais rápido possível.”

Depois de ouvir Juan Diego, a Santíssima Virgem respondeu:

Escuta-me e entende bem, meu pequenino, nada te deve amedrontar ou afligir. Não deixes o teu coração perturbar-se. Não temas esta ou qualquer outra enfermidade, ou angústia. Eu não estou aqui? Quem é a tua Mãe? Tu não estás debaixo da minha protecção? Eu não sou a tua saúde? Não estás feliz com o meu abraço? O que mais podes querer? Não temas nem te perturbes com qualquer outra coisa. Não te aflijas por esta enfermidade do teu tio, por causa disso ele não morrerá agora. Fica certo de que ele já está curado. (E então, o tio ficou curado, como mais tarde se soube.)

Quando Juan Diego ouviu estas palavras da Senhora do Céu, ficou muito consolado. Estava feliz. Prometeu que, quanto antes, estaria na presença do bispo, para levar o sinal ou prova, a fim de que acreditasse. A Senhora do Céu ordenou-lhe que subisse ao cimo da montanha onde eles anteriormente se tinham encontrado. E disse-lhe:

Sobe, meu mais pequenino, ao cimo da montanha; lá onde me viste e te dei a ordem, encontrarás diferentes flores. Apanha-as, junta-as, e então volta aqui e trá-las à minha presença.

Imediatamente Juan Diego subiu à montanha, e quando atingiu o cimo, espantou-se com a variedade de formosas rosas de Castela que haviam nascido bem antes do tempo, porque, estando fora da época, deveriam estar congeladas. Estavam muito cheirosas e cobertas com o orvalho da noite, assemelhando-se a pérolas preciosas. Imediatamente começou a apanhá-las. Recolheu-as todas e colocou-as na tilma. O cimo da montanha era um lugar onde era impossível nascer qualquer tipo de flor, porque havia vários penhascos, cardos, espinhos e ervas daninhas. Ocasionalmente as ervas cresciam, mas era Dezembro, e toda a vegetação era destruída pelo frio. Voltou imediatamente e entregou as diferentes rosas que havia apanhado à Senhora do Céu, que ao vê-las, tocou-as com suas mãos e de novo colocou-as de volta na tilma, dizendo:

Meu filho mais pequenino, esta variedade de rosas é a prova e sinal que tu levarás ao bispo. Irás dizer em meu nome que nelas ele verá o meu desejo e que deverá realizá-lo. Tu és meu embaixador, muito digno de confiança. Rigorosamente eu ordeno que apenas diante da presença do bispo, tu desenroles o manto e descubras o que estás transportando. Vais dizer tudo como foi. Que eu te ordenei que subisses ao cimo da montanha, e cortasses estas flores, e tudo o que tu viste e admiraste. Então, podes pedir ao bispo que colabore, com o objectivo de que um templo seja construído e erguido como eu tenho pedido.

Depois da Senhora do Céu falar, Juan pôs-se a caminho pela estrada que ia directamente ao México. Estava feliz e seguro de seu sucesso, carregando com grande carinho e cuidado o que continha dentro da capa. De tal forma que nada lhe poderia escapar das mãos, a não ser a maravilhosa fragrância das variadas e belas flores. 

O Milagre da Imagem

Ao chegar ao palácio do bispo, encontrou-se com o secretário e outros criados. Suplicou-lhes que desejava vê-lo, mas ninguém consentiu, não querendo ouvi-lo, provavelmente porque era muito cedo, ou talvez, já sabiam como os incomodava porque era-lhes inoportuno. Além disso, foram avisados pelos seus companheiros, que o haviam perdido de vista quando o seguiam.


Esperou muito tempo. Quando viram que estava à espera tanto tempo, em pé, cabisbaixo, sem nada fazer, somente esperando que o chamassem, e aparentando trazer algo no tilma, aproximaram-se para matar a curiosidade. Juan Diego, vendo que não poderia esconder o que trazia, e que por isso, poderia ser atacado, empurrado ou até, quem sabe, espancado, descobriu um pouco o tilma, onde estavam as flores, e ao verem que eram flores e todas diferentes e por não se tratar da época própria de nascerem, ficaram completamente atónitos, da mesma forma por estarem tão novas, tão abertas, tão fragrantes e tão preciosas. Tentaram pegar nalgumas, mas não tiveram sucesso, depois de três tentativas. Ao tentar agarrá-las, não pareciam flores reais, em vez disso, pareciam estar pintadas, estampadas, ou cosidas na roupa. Então, foram dizer ao bispo o que tinha acontecido e que aquele índio, que tantas vezes lá estivera, novamente tentava vê-lo e há muito tempo já que o aguardava.


O bispo deu-se conta de que aquela era a prova para confirmar e concordar com o pedido do índio. Imediatamente ordenou que entrasse. De imediato, Juan Diego entrou, ajoelhou-se diante dele, como estava acostumado a fazer, e de novo disse o que tinha visto e admirado, bem como a mensagem. Disse assim:


"O senhor pediu para que fosse dizer a minha Ama, a Senhora do Céu, Santa Mãe preciosa de Deus, que desejava um sinal, e só assim, então, acreditaria em mim, que deveria ser construído um templo onde Ela pediu para ser erguido. Também lhe dei a minha palavra que lhe traria um sinal ou prova por si pedido, da sua vontade. Ela condescendeu ao seu recado e acolheu o seu pedido, com um sinal e prova para que se cumpra a sua vontade. Hoje, bem cedo, ela enviou-me a si. Eu pedi o sinal para o senhor acreditar em mim, e ela disse que mo daria. Enviou-me ao cimo da montanha, onde eu costumo vê-la, para apanhar uma variedade de rosas. Depois de apanhá-las e de traze-las para baixo, segurou-as nas mãos e colocou-as na minha roupa, para então traze-las e entrega-las à sua pessoa. Contudo eu sabia que o cimo da montanha era um lugar que não dava flores, porque há vários penhascos, cardos, espinhos e ervas daninhas, e eu tinha as minhas dúvidas. Logo que me aproximei do cimo da montanha, vi que estava num paraíso, onde havia grande variedade de rosas raras, num orvalho brilhante, e imediatamente comecei a apanhá-las. Ela disse-me que deveria traze-las a si, e assim faço, para que, nelas, acredite no sinal pedido e cumpra o seu desejo e também que fique transparente a verdade das minhas palavras e da minha mensagem. Aqui estão elas. Receba-as.”

Desenrolou a roupa, onde estavam as flores, e quando elas se espalharam no chão, todas as diferentes rosas, de repente apareceu desenhado na roupa, a preciosa Imagem da Sempre Virgem Santa Maria, Mãe de Deus, da mesma maneira como hoje ela é guardada no templo do Tepeyacac, chamado Guadalupe.


Quando o bispo viu a imagem, ele e todos os que estavam presentes caíram de joelhos. Ela foi admiradíssima. Levantaram-se para vê-la e tremendo com grande arrependimento, contemplaram-na nos seus corações e pensamentos. O bispo em profundo arrependimento chorava, rezando e pedindo perdão por não ter atendido ao seu desejo. Ao pôr-se de pé, retirou do pescoço de Juan Diego a roupa em que aparecia a Imagem da Senhora do Céu. Levou-a para ser colocada na sua capela. Juan Diego permaneceu por mais um dia na casa do Bispo, a seu pedido.


No dia seguinte disse-lhe o bispo:


"Bem! Mostre-nos onde a Senhora do Céu deseja que seja erguido o Seu templo".


Imediatamente, convidou a todos para lá irem.

Aparição a Juan Bernardino


Assim que Juan Diego apontou onde a Senhora do Céu mandou que se erguesse o Seu templo, pediu licença para ir embora. Queria, agora, ir para sua casa para ver o tio Juan Bernardino, que estava num estado muito grave quando o deixou e veio a Tlatitolco para chamar um sacerdote que fosse confessá-lo e absolvê-lo, e lhe disse a Senhora do Céu que já o havia curado. Mas, eles não o deixaram partir sozinho, e acompanharam-no até a casa.


Logo que chegaram, viram que o tio estava muito contente e que nada sentia. Assustou-se ao ver o sobrinho tão bem acompanhado e honrado, perguntando qual a razão da honra. Respondeu o sobrinho que, quando partiu para chamar o sacerdote que o confessaria e absolveria, lhe apareceu no Tepeyacac a Senhora do Céu, dizendo-lhe que não se afligisse, pois, o tio estava bem. Muito confortado, foi ao México para se encontrar com o senhor bispo, para que edificasse uma casa no Tepeyacac.


O tio disse que tinha a certeza de ter sido curado e que a viu do mesmo modo que aparecera ao sobrinho, sabendo por ela que o tinha enviado ao México para ver o bispo. Disse-lhe então a Senhora que, quando fosse ver o bispo, lhe revelaria o que viu e de que maneira milagrosa o tinha curado. E também como a chamariam e à Sua Bendita Imagem, a Sempre Virgem Santa Maria de Guadalupe.


Levaram Juan Bernardino à presença do senhor bispo, para ser informado e dar o seu testemunho diante dele. Ambos, ele e o sobrinho, foram hospedados pelo bispo em sua casa por alguns dias, até que se ergueu o templo da Rainha no Tepeyacac, onde Juan Diego A viu.


O bispo transferiu a sagrada imagem da amada Senhora do Céu para a Igreja principal, retirando-a de sua capela no seu palácio onde ela se encontrava, para que todos pudessem ver e admirar a sua bendita imagem. Toda a cidade se comoveu: vinham ver e admirar a sua devota imagem e fazer as suas orações. Muitos se maravilharam por ter acontecido tal milagre divino, porque nenhuma pessoa deste mundo pintou aquela preciosa imagem.

O mistério das imagens no olhos de Nossa Senhora


De acordo com vários cientistas que analisaram a imagem, podemos ver reflectidos nos olhos, em ambos, e numa precisa localização da mesma forma como reflectiria um olho humano vivo, várias figuras que têm sido largamente analisadas e parecem corresponder à forma e tamanho de figuras humanas localizadas em frente da imagem.


Em 1929, Alfonso Marcue, que foi fotógrafo oficial da antiga Basílica de Guadalupe na Cidade do México, achou que se parecia claramente com a imagem de um homem de barba reflectido no olho direito da Virgem. A princípio não acreditou no que estava a ver. Um homem de barba dentro dos olhos da Virgem? Depois de várias análises da fotografia a preto e branco, não tinha dúvidas e decidiu informar as autoridades da Basílica. Foi-lhe dito que mantivesse completo silêncio a respeito do descoberta.


Mais de 20 anos depois, em 29 de maio de 1951, José Carlos Salinas Chavez, examinou uma boa fotografia da face, redescobriu a imagem do que aparece claramente ser um homem de barba reflectido no olho direito da Virgem, e localizou-a também no olho esquerdo.


Desde então, várias pessoas tiveram oportunidade de analisar mais de perto os olhos da Virgem na tilma, incluindo mais de 20 médicos, oftalmologistas.


Pela primeira vez, em 27 de março de 1956, foi a vez do Dr. Javier Torroella Bueno, MDS, um famoso oftalmologista. O primeiro relatório dos olhos da imagem emitido por um médico, certifica a presença de uma tripla reflexão (efeito de Samson-Purkinje), característica de todo o olho humano vivo e afirma que, no resultado, as imagens estão localizadas exactamente onde elas deveriam estar de acordo com tal efeito, e também que a distorção das imagens está de acordo com a curvatura da córnea.


No mesmo ano, outro oftalmologista, Dr. Rafael Torrija Lavoignet, examinou os olhos da imagem com um oftalmoscópio com grande detalhe. Observou a aparente figura humana nas córneas nos dois olhos, com a localização e distorção de um olho humano normal e, especialmente, notou uma singular aparência dos olhos: eles parecem estranhamente vivos quando examinados.


Vários outros exames dos olhos da imagem na tilma foram feitos por oftalmologistas depois destas. Com mais ou menos detalhes todos concordam com as conclusões dos médicos mencionados acima.


Mas um novo e fascinante tipo de análise dos olhos começou em 1979, quando o Dr. José Aste Tonsmann, Ph D, graduado pela Universidade de Cornell, trabalhando para a IBM em processamento digital de imagens, ao digitalizar num scanner de altíssima resolução, uma óptima fotografia da face da Virgem, feita directamente da tilma original. Depois de filtrar e processar as imagens digitalizadas dos olhos para eliminar os "ruídos" e acentuá-las, fez algumas surpreendentes descobertas: não só era claramente visível em ambos os olhos o "busto humano", mas outras figuras humanas eram também visíveis!


Dr. Aste Tonsmann publicará em alguns meses, os seus últimos estudos sobre os olhos na tilma, com detalhes completos e fotografias. Talvez um dos aspectos mais fascinantes de seu trabalho na sua opinião, é que Nossa Senhora não só nos deixava a sua imagem impressa como prova de sua aparição, mas também certas mensagens que permaneceram escondidas nos seus olhos para serem reveladas quando a tecnologia permitisse descobri-las e num tempo em que fossem mais necessárias.


Era o caso da imagem de uma família presente no centro dos olhos da Virgem, numa altura em que a Família se encontra precisamente diante de sérios ataques nos nossos dias. A imagem de várias figuras humanas que parecem constituir uma família (incluindo várias crianças e um bebé levado às costas da mãe, como era costume no século XVI), aparecem no centro da pupila da Virgem, como centro da sua visão.

Reconhecimento pela Igreja

Em 1555, o segundo Arcebispo do México, Alonso de Motúfar, emite cânones que indirectamente aprovam as aparições.

Em 1666 a Igreja leva a cabo uma investigação formal a fim de conferir autoridade à tradição.

Em 1737 Nossa Senhora de Guadalupe é escolhida como padroeira do México.


Em 1910 Pio X proclama a Virgem de Guadalupe, padroeira da América latina.


Em 1921, um bomba colocada sob a imagem explode causando imensos estragos mas a imagem da tilma fica intacta


Em 1946 Pio XII proclam a Virgem de Guadalupe, padroeira das Américas.


Em 2002, Juan Diego é canonizado por João Paulo II no México perante uma imensa multidão que alguns calculam em mais de 12 milhões de pessoas... Jamais se reuniu sobre a terra tamanha multidão!

MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM GUADALUPE, MÉXICO (1531)

"Não deixe seu coração perturbado. Não tema esta ou qualquer outra enfermidade, ou angústia. Eu não estou aqui? Quem é sua Mãe? Você não está sob minha proteção?" — Palavras da Santíssima Virgem exortando o índio Juan Diego a revelar Sua mensagem ao bispo.

Em 1531, Maria Santíssima manifestou-se ao pobre índio e lavrador asteca Juan Diego.
Quatrocentos e cinquenta anos depois a tilma de Don Diego intriga a ciência


Aparição da Santíssima Virgem ao índio Juan Diego, em 1531

Nessa importante intervenção a Mãe do Senhor deu ao bom índio sinais milagrosos como a cura de seu tio Juan Bernardino, o inexplicável florescimento de várias espécies de flores em plena neve, além da famosa imagem miraculosamente estampada no tecido de sua tilma (manto ou capa longa usada pelos índios, conhecida também como poncho).

A tilma de Don Diego, assim como a pintura nela estampada contém mistérios que continuam intrigando a ciência em pleno século XXI.


Em primeiro lugar, o que chama a atenção dos peritos é a singular conservação do rude tecido da tilma (ou poncho) de Juan Diego.
Durante séculos, esteve exposto, sem maiores cuidados, aos rigores do calor, da poeira e da umidade, e mesmo assim sua tessitura não se desfibrou, nem tampouco se lhe desvaneceu a admirável policromia.
"Os corantes da imagem não pertencem nem ao reino vegetal, nem mineral nem ao animal"


Avental de Juan Diego já dura 450 anos sem se rasgar nem se decompor

A matéria sobre a qual a imagem foi estampada é tecido confeccionado com fibra de ayate, da espécie mexicana agave potule zacc, que se decompõe por putrefação aos 20 anos, aproximadamente.

Em contraposição, o avental de Juan Diego já dura 450 anos sem se rasgar nem se decompor e, por motivos inexplicáveis, é imune à umidade e à poeira.

Atribuiu-se essa virtude ao tipo de pintura que cobre o pano, a qual poderia atuar como matéria protetora.


Em conseqüência, foi enviada uma amostra para ser analisada pelo cientista alemão e Prêmio Nobel de Química Richard Kuhn, cuja resposta deixou perplexos os consultantes. Os corantes da imagem não pertencem nem ao reino vegetal, nem mineral nem ao animal, afirmou o pesquisador.
Na imagem da Virgem foi empregada uma técnica inusitada, incompreensível e irrepetível


A técnica empregada na tilma de Juan Diego é desconhecida na história da pintura. Segundo os cientistas é algo inusitado, incompreensível e irrepetível

Pensou-se, então, que a tela estivesse tratada por um procedimento especial. Mas de que consistência seria essa preparação da tela para que a pintura pudesse aderir e se conservar incólume sobre matéria tão frágil e perecível como é o ayate?


Mais: confiaram a dois estudiosos norte-americanos — o doutor Calagan, da NASA, e o professor Jody B. Smith, catedrático de Filosofia da Ciência no Pensacolla College — a tarefa de submeter a imagem à análise fotográfica com raios infravermelhos. As suas conclusões foram as seguintes:
1ª.) o ayate — tela rala de fio de maguey — não possui preparação alguma, o que torna inexplicável, à luz dos conhecimentos humanos, que os corantes impregnem fibra tão inadequada e nela se conservem.
2ª.) não há esboços prévios, como os descobertos pelo mesmo processo nos quadros de Velázquez, Rubens, El Greco e Ticiano. A imagem foi pintada diretamente, tal qual a vemos, sem esboços nem retificações. 
3ª.) não há pinceladas. A técnica empregada é desconhecida na história da pintura. É inusitada, incompreensível e irrepetível. 
Reflexo de um homem de barba dentro dos olhos da Virgem?

Os misteriosos olhos da Virgem, estampados na imagem sobrenatural da tilma

De acordo com vários cientistas que analisaram a imagem estampada na tilma, podemos ver refletidos em Seus olhos, em ambos e numa precisa localização da mesma forma como refletido por um olho humano vivo, várias figuras que tem sido extensivamente analisadas e parecem corresponder à forma e tamanho de figura humana localizada na frente da imagem.


Em 1929, Alfonso Marcue, que foi fotógrafo oficial da antiga Basílica de Guadalupe na Cidade do México, achou que se parecia claramente com a imagem de um homem de barba refletido no olho direito da Virgem. A princípio ele não acreditou no que estava diante de seus olhos. Como poderia ser? Um homem de barba dentro dos olhos da Virgem? Depois de várias análises de sua fotografia em preto e branco, ele não tinha dúvidas e decidiu informar as autoridades da Basílica. Ele foi orientado para manter completo silêncio a respeito do descobrimento.
Nos olhos da Virgem Santíssima, eternizou-se um momento ocorrido há mais de 400 anos atrás

Nessa superfície de apenas 8 milímetros de diâmetro aparecem nada menos de 13 figuras. O cientista José Aste Tonsmann, engenheiro de sistemas da Universidade de Cornell e especialista da IBM no processamento digital de imagens, dá três motivos pelos quais essas imagens não podem ser obra humana

Mais de 20 anos depois, em 29 de maio de 1951, Jose Carlos Salinas Chavez, examinou uma boa fotografia da face, redescobriu a imagem de que aparece claramente ser um homem de barba refletido no olho direito da Virgem, e o localizou no olho esquerdo também.

Tal descoberta sugere que os olhos da imagem registram também o reflexo das testemunhas que se encontravam presentes no exato momento em que Juan Diego desfraldou a tilma.


Assim, nos olhos da Virgem Santíssima, eternizou-se um momento ocorrido há mais de 400 anos atrás.


Desde então, várias pessoas tiveram a oportunidade de analisar mais de perto os olhos da Virgem na tilma, incluindo mais de 20 médicos, oftalmologistas.


Pela primeira vez, em 27 de março de 1956, foi o Dr. Javier Torroella Bueno, MDS, um respeitado oftalmologista quem apresentou o primeiro relatório nos olhos da imagem emitido por um médico.


Em seu relatório, ele certifica a presença de uma tripla reflexão (conhecida como efeito Samson-Purkinje), característica de todo olho humano vivo e situa que no resultado, as imagens estão localizadas exatamente onde elas deveriam estar de acordo com tal efeito, e também que a distorção das imagens combina com a curvatura da córnea.
O reflexo das figuras se apresenta nos dois olhos da pintura, obedecendo curvatura e distorção de um olho humano


Rosto da Virgem de Guadalupe

No mesmo ano outro oftalmologista, Dr. Rafael Torrija Lavoignet, examinou os olhos da imagem com um oftalmoscópio em grande detalhe.


Ele observou a aparente figura humana nas córneas nos dois olhos, com a localização e distorção de um olho humano normal e, especialmente, notou uma singular aparência dos olhos: eles parecem estranhamente vivos quando examinados.


Vários outros exames dos olhos da imagem na tilma foram feitos por oftalmologistas depois dessas primeiras.


Com mais ou menos detalhes todos concordam com as conclusões desses médicos mencionados acima.
Resultado de um escaner de altíssima resolução


Alguns resultados dos escaneamentos de altíssima resolução dos olhos da Virgem mostrando as pessoas presentes no momento do milagre


Mas um novo e fascinante tipo de análise dos olhos começou em 1979, quando o Dr. Jose Aste Tonsmann, PhD, graduado pela Universidade Cornell, trabalhando para IBM em processamento digital de imagens, ao digitalizar em um escaner de altíssima resolução, uma ótima fotografia da face da Virgem, tomada diretamente da tilma original. Depois de filtrar e processar as imagens digitalizadas dos olhos para eliminar os "ruídos" e acentuá-las, fez algumas surpreendentes descobertas: não só era claramente visível em ambos os olhos o "busto humano", mas outras figuras humanas eram também visíveis!


Segundo o Dr. Tonsmann, da esquerda para a direita pode-se ver o "índio sentado", o "bispo Zumárraga", o "tradutor", "Juan Diego mostrando a tilma" e abaixo "uma família". Ou seja, testemunhas que historicamente presenciaram o fenômeno ocorrido há quase meio século.


Este cientista publicou seus últimos estudos sobre os olhos na tilma, com completos detalhes e fotografias. 
Recados da Virgem para os nossos tempos


Talvez um dos aspectos mais fascinantes de seu trabalho, em sua opinião, é de que Nossa Senhora não só nos desejava deixar Sua imagem impressa como prova de Sua aparição, mas também certas mensagens que permaneceram escondidas em Seus olhos para serem reveladas quando a tecnologia permitisse descobrí-las e em um tempo em que fossem mais necessárias.


Este seria o caso da imagem de uma família presente no centro dos olhos da Virgem, nesses momentos em que a instituição familiar é precisamente vítima de graves ataques em nossos dias.


A imagem de várias figuras humanas que parecem constituir uma família (incluindo várias crianças e um bebê levado nas costas por sua mãe, como se acostumava no século XVI ), aparecem no centro da pupila da Virgem, como centro de sua visão, como se pode verificar em imagem do olho direito ressaltando a família, obtida com recursos de alta tecnologia pelo Dr. Aste Tonsmann.
Sinais da Virgem de Guadalupe em defesa da vida, em pleno século XXI


Sobre a questão da cultura da morte que ameça a vida e a família —como na criminosa prática do aborto legalizada— cabe aqui um parêntese. Certamente expressando Seu maternal apelo justamente para promover a salvaguarda da família e defesa da vida, a Santíssima Virgem de Guadalupe continua enviando Seus sinais celestiais em pleno século XXI. Uma evidência desse celestial apelo deu-se através de um fato extraordinário ocorrido em 24 de abril, 2007, logo depois da decisão do México de legalizar o aborto.


Após a Missa celebrada na Basílica pelas criancinhas não nascidas, abortadas, quando muitos fiéis fotografavam o quadro da Virgem de Guadalupe, diante do qual uma multidão de peregrinos desfilam num tapete rolante, a imagem de Nossa Senhora começou a se apagar. Enquanto a imagem se apagava uma luz intensa emanava de seu ventre, constituindo um halo brilhante tendo a forma de um embrião. Essa luz provinha realmente do ventre da imagem da Santíssima Virgem Maria. E não era um reflexo, nem um artefato.


O engenheiro Luis Girault, que examinou a imagem, confirmou a autenticidade do negativo e especificou que não foi nem modificado nem alterado. Ele revelou que a luz não provinha de nenhum reflexo, mas saia literalmente do interior da imagem da Virgem. A luz era muito branca, pura e intensa, muito diferente dos clarões fotográficos habituais, produzidos pelos flashes. Esta luz era envolvida por um halo com a forma de um embrião. Examinando ainda mais precisamente esta imagem, distingue-se no interior do halo certas zonas de sombra que são características de um embrião humano no seio materno.


A Fé católica nos ensina: "Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem"! Segundo as Escrituras, João Batista estremeceu no seio de sua mãe para saudar o Seu Senhor. Portanto, conclui-se claramente que Nossa Senhora de Guadalupe vem em socorro dos embriões não nascidos – ignorados dos legisladores – lembrando assim o Evangelho de Lucas (1, 1) : "Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus".


As fotos à seguir que registram o fenômeno, foram enviadas do México pelo Pe.Luis Matos, superior da Comunidade des Béatitudes e o texto do presente item é um resumo de sua mensagem. (Resumo do comunicado, de 1º de maio de 2007, do Dr.Jean-Pierre Dickès, presidente da Associação Católica de Enfermeiros e Médicos).

Alguns resultados das muitas pesquisas


Voltando às inúmeras constatações sobre a imagem da Virgem de Guadalupe, em suma, poderíamos resumir ainda novas descobertas científicas referentes a sobrenatualidade da imagem de Guadalupe nos seguintes nove tópicos mencionados abaixo:


1. Estudos oftalmológicos realizados nos olhos de Maria detectaram que ao acercar-lhe luz, a retina se contrai e ao retirar a luz, volta a dilatar, exatamente como ocorre em um olho vivo.
2. A temperatura da fibra de maguey com a qual está confeccionada a tilma, ou o ponche que usou Juan Diego, mantém uma temperatura constante de 36.6 graus, a mesma de um corpo humano vivo.
3. Um dos médicos que analizou o ponche colocou seu estetoscópio embaixo do cinto que Maria possui e escutou batidas que em ritmos se repete a 115 pulsações por minuto, igual a um bebê no ventre materno.
4. Não se descobriu nenhum vestígio de pintura no tecido. Na realidade, há uma distância de 0,3 mm da imagem, só se vê o tecido de maguey crú: as cores desaparecem. Estudos científicos não conseguem descobrir a origem da coloração que forma a imagem, nem a forma que a mesma foi pintada. Não se detectou vestígios de pinceladas nem outra técnica de pintura conhecida. Cientistas da NASA confirmaram que o material que dá origem às cores não pertence a nenhum dos elementos conhecidos na terra.
5. Foi passado um raio laser no sentido lateral sobre o tecido, descobrindo que a coloração da mesma não está nem na frente e nem no verso, e sim que as cores flutuam há uma distância de três décimos de milímetro sobre o tecido, sem tocá-lo. 
6. A fibra de maguey que constitui o tecido da imagem, não pode durar mais que 20 ou 30 anos. Há vários séculos se pintou uma réplica da imagem em um tecido de fibra de maguey idêntica, e a mesma se desintegrou depois de varias décadas. Quase 500 anos passados do milagre, a imagem de Maria continua tão firme como no primeiro dia. A ciência não consegue explicar porque a tela não se desintegrou.
7. No ano de 1791, se derrubou acidentalmente ácido muriático no lado superior direito do tecido. Num intervalo de 30 dias, sem tratamento algum, se reconstituiu milagrosamente o tecido afetado.
8. No início do século XX, um homem escondeu uma bomba de alto poder entre um arranjo floral, e o colocou aos pés do manto. A explosão destruiu tudo ao redor, chegando a retorcer um crucifixo de ferro próximo, mas o manto, no entanto, permaneceu intacto. 
9. Uma comissão de astrônomos investigou as estrelas visíveis no manto de Maria e, através de minuciosos cálculos concluíram que cada uma das estrelas estampadas refletem a exata configuração e posição que se apresentava o céu do México no dia em que aconteceu o milagre.
• Do lado direito do manto da Virgem se encontram "comprimidas" as constelações do sul:
• 4 estrelas que formam parte da constelação de Ofiuco (Ophiucus).
• Abaixo se observa Libra e na direita, a que parece uma ponta de flecha corresponde ao início de Escorpião (Scorpius).
• No meio, se assinala duas, a constelação de Lobo (Lupus) e no extremo a de Hidra (Hydra).
• Abaixo se vê a Cruz do Sul (Crux) sem dúvida alguma, na esquerda aparece o quadrado ligeiramente inclinado da constelação de Centauro (Centaurus).
• Do lado esquerdo do manto da Virgem se vê as constelações do norte:
• No ombro, um fragmento das estrelas da constelação de Boyero (Bootes), abaixo e na esquerda a constelação Osa Mayor (Ursa Maior).
Em volta e na direita, Berenice (Coma Berenices), abaixo, Lebreles (Canes Venatici), e à esquerda Thuban, que é a estrela mais brilhante da constelação de Dragón (Draco). 
• Abaixo das duas estrelas, (que todavia formam parte da Ursa Maior), se percebe outro par de estrelas da constelação de Cochero (Auriga) e à oeste, abaixo, 3 estrelas de Touro (Taurus).
• Desta maneira, ficam identificadas na sua totalidade e no seu lugar, um pouco comprimidas, as 46 estrelas mais brilhantes que rodeiam o horizonte do Vale do México.


Uma comissão de astrônomos investigou as estrelas visíveis no manto de Maria e, através de minuciosos cálculos concluíram que cada uma das estrelas estampadas refletem a exata configuração e posição que se apresentava o céu do México no dia em que aconteceu o milagre

Informações mais prescisas e detalhadas podem ser acessadas no site do Centro Latino Americando de Parapsicologia, CLAP.
A Virgem que esmagou e extirpou a "serpente de pedra"

A “serpente de pedra” refere-se à temida serpente emplumada, a divindade Quetzalcoatl, o mais monstruoso de todos os deuses astecas a quem eram oferecidos vinte mil sacrifícios humanos por ano

Convém ressaltar sobretudo o significado do nome pelo qual a Santíssima Virgem apresentou-Se ao índio Juan Diego, por ocasião de Sua aparição em 1531.

Comunicando-se no idioma náuatle, a língua asteca, o nome Guadalupe assume o seguinte significado: “Perfeitíssima Virgem, Santa Maria, que subjugará, esmagará e extirpará a serpente de pedra”.

A “serpente de pedra” refere-se à temida serpente emplumada, a divindade Quetzalcoatl, o mais monstruoso de todos os deuses astecas a quem eram oferecidos vinte mil sacrifícios humanos por ano. Portanto, uma divindade pagã, ou seja, um espírito decaído que subjuga almas e consciências.

Convém refletirrmos que nos dias de hoje, em que a humanidade se afasta a passos largos de Cristo e da verdadeira religião, a divindade Quetzalcoatl é grandemente reverenciada e cultuada por inúmeros grupos esotéricos e ocultistas que promovem a religião planetária da "nova era".

Para esses grupos esotéricos e ocultistas, Quetzalcoatl é apresentada astutamente como símbolo das energias telúricas que ascendem, daí a sua representação como uma serpente emplumada.Neste sentido doutrinário empolado, essa energia representa a vida, a abundância da vegetação, o alimento fisico e espiritual para o povo que a cultua ou o indivíduo que tenta uma ascese místico-espiritual-gnóstica.

Facilmente o adepto da "nova era" se enreda por essas práticas acreditando na possibilidade de uma pseudo-ascese espiritual. Mas, na verdade, ele apenas se predispõe livremente a entrar sutilmente em sintonia com a "antiga serpente", Satanás.

O que rasteja na terra não pode conduzir a alma ao céu.

Entendendo o sinal do céu, repentinamente cessaram os sacrifícios humanos e 8 milhões de astecas abraçaram a fé católica

São Juan Diego Cuauhtlatoatzin, o vidente das Aparições de Nossa Senhora de Guadalupe, que tiveram lugar de 9 a 12 de dezembro de 1531

No ano 2002, o arqueólogo do governo mexicano João Alberto Romám Berreleza anunciou os resultados de exames forenses aos ossos de 42 meninos, em sua maioria meninos de aproximadamente seis anos, sacrificados durante uma festa no templo maior da Cidade de México, o principal centro religioso azteca. Todos compartiam uma carateristica: cáries avançadas, abscessos ou infecções ósseas suficientemente dolorosas como para fazê-los chorar. "Considerava-se um presságio propício que chorassem muito no momento do sacrificio" precisou Romám Berreleza.

O historiador nativo mexicano do século 16, Ixtlilxochitl estimava que um de cada cinco meninos no México foi sacrificado.

Na verdade, os astecas, ao receberem a mensagem de Maria Santíssima, consideraram isso uma ordem divina proveniente dos reinos invisíveis e o sacrifício humano cessou de modo repentino.

É fato histórico que em 1539, mais de oito milhões de astecas tinham abraçado a fé católica, como conseqüência direta da imagem sagrada que fora estampada por Maria Santíssima na tilma de Juan Diego.

Com esta incontestável aparição, a Virgem de Guadalupe transformou radicalmente as histórias secular e religiosa do México.

E também a história das Américas.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

28 de novembro - AS APARIÇÕES DE MARIA SANTÍSSIMA KIBEHO, RUANDA (1981)



“Je suis la Mère du Verbe.” (Sou a Mãe do Verbo).

Ilustração de Maria Santíssima, conforme descrita pelas oito jovens crianças que a viram durante as aparições em Kibeho, na África 



Entre outros fatores, existem duas importantes características nas profecias de Maria Santíssima em Suas mensagens pelo mundo: as referências aos apocalipses locais (geralmente referentes ao país ou região onde Ela se apresenta) e as referências ao apocalipse final, enunciado por Jesus e os grandes profetas.


Transcreveremos, a seguir, uma dessas mensagens referentes a um apocalipse local. Dessa vez concretizado integralmente na África, e exatamente conforme profetizado pela Santíssima Virgem por meio de aparições, mensagens, “viagens místicas”, curas milagrosas e sinais atmosféricos.


Os Videntes


Videntes reconhecidos:

Alphonsine Mumureke, 

Nathalie Mukamazimpaka, 


Marie-Claire Mukangango.


Videntes ainda não reconhecidos:

Emmanuel Segatashya; 

Vestine Salima; 

Valentine Nyiramukiza; 

Stéphanie Mukamurenzi; 

Agnès Kamagaju


Em 1978, Ruanda era a nação mais densamente povoada da África. Com quase cinco milhões de habitantes a população era dividida em três grupos étnicos: os hutus representando 85% da população; os tutsis com 15% e os twas, cerca de 1%. As línguas oficiais são o quiniarunda e o francês (este idioma devido a antiga ocupação belga de Ruanda).
Os descendentes dos hutus sempre cultivaram ódio aos descendentes dos tutsis

Os descendentes dos hutus sempre cultivaram ódio aos descendentes dos tutsis. Em conseqüência desse ódio, periodicamente desencadeia-se uma fúria violenta 

No passado, os tutsis minoritários (que falam uma língua nilótica) foram os suseranos tradicionais da maioria hutu (que fala banto). Os descendentes dos hutus sempre cultivaram ódio aos descendentes dos tutsis. Em conseqüência desse ódio, periodicamente desencadeia-se uma fúria violenta.


Metade dos ruandeses mantém-se fiel a suas antigas crenças animistas. A maioria da outra metade é formada por cristãos, 52% dos quais são católicos romanos, com minoria protestante, adventista e muçulmana.


A capital e também maior cidade de Ruanda central é Kigali. Situada a cinqüenta quilômetros a sudoeste fica Butare, a segunda maior cidade e sede de uma arquidiocese católica.


A oeste de Butare está o povoado de Kibeho, onde ficam uma igreja e os prédios escolares das irmãs de caridade ruandesas Benebekira.


Este é o cenário para mais uma incontestável intervenção de Maria Santíssima que previu com antecedência de mais de uma década um terrível episódio que assolaria aquela região.

“Je suis la Mère du Verbe” (Sou a Mãe do Verbo)

Alphonsine Mumureke, de 17 anos. Em seu êxtase, sua expressão revela a grande alegria por poder ver e conversar com Maria Santíssima 

Era o sábado do dia 28 de novembro de 1981, pouco depois do meio-dia. Alphonsine Mumureke, então com 17 anos, almoçava no refeitório juntamente com as alunas da escola secundária de Kibeho. Naquele dia, ela estava encarregada das orações.


Conforme ela própria anotasse mais tarde em seu diário, sentia-se feliz, embora ansiosa.

Várias vezes ouvira uma voz suave que chamava:


“Minha filha, minha filha”.


Após hesitar um pouco, Alphonsine atendeu o chamado e dirigiu-se a um corredor próximo, de onde parecia ouvir a voz. Repentinamente, ajoelhou-se e fez o sinal da cruz.
— “Estou aqui”, disse Alphonsine.
Nesse momento a “Senhora de Luz” apareceu diante dela e aconteceu uma conversa inusitada:
— Quem é a senhora?


— “Je suis la Mère du Verbe.” (Sou a Mãe do Verbo).


O início desse diálogo causou dificuldade porque ninguém tinha entendido realmente o que significava “Mãe do Verbo”. Nas línguas neo-latinas, “verbo” significa também “palavra”. “Sou a Mãe da Palavra” é uma tradução correta. E também concernente à descrição bíblica quando refere-se a Jesus Cristo, o “verbo de Deus”, “palavra de Deus” ou “verbo que se fez carne”.
Ao valer-Se da expressão "Mãe do Verbo", Nossa Senhora vem pessoalmente confirmar mais um dogma exclusivo da Igreja de Seu Filho

Agnes Kamagaju, nascida em 1960. Suas aparições duraram de 1 de agosto até 21 setembro de 1982. Viu Nosso Senhor e Sua Mãe. Nessa foto, em êxtase, durante uma das aparições transmitidas pela Rádio Ruandense 


Vemos que ao valer-Se da expressão "Mãe do Verbo", Nossa Senhora vem pessoalmente confirmar um dogma exclusivo da Igreja de Seu Filho, conforme fizera em 1830 para Catarina Laboure e também em outras manifestações pelo mundo.


Logo essa pequena confusão se desfez quando a Virgem Santíssima perguntou a Alphonsine:


— O que você procura [ou prefere] na religião?


Ao que Alphonsine respondeu testemunhando com toda naturalidade uma das mais singelas e convictas profissões de fé: “Amo a Deus e a Mãe dele, que nos deu um Filho que nos salva!”


— É por isso, falou a Senhora, que venho tranquilizá-la, pois ouvi suas preces. Eu gostaria que suas colegas tivessem mais fé, pois elas não crêem o suficiente.
“Mãe do Salvador!”, respondeu Alphonsine, que agora reconhecera a Virgem. “Se verdadeiramente é a senhora, a senhora que vem dizer que em nossa escola temos pouca fé, é porque nos ama!"

Foto da multidão durante uma das aparições, no pátio da escola de Kibeho 

“Mãe do Salvador!”, respondeu Alphonsine, que agora reconhecera a Virgem. “Se verdadeiramente é a senhora, a senhora que vem dizer que em nossa escola temos pouca fé, é porque nos ama! Estou realmente cheia de alegria porque a senhora veio a mim.” E, então, a Mãe de Jesus, “cheia de sorrisos”, elevou-se e desapareceu. (1)


Já de início, ao contar sua experiência para suas companheiras, Alphonsine imediatamente começa a viver as dificuldades de todo vidente de Maria Santíssima. Sua história não foi bem recebida. Foi caçoada e humilhada. Uma das colegas acusou-a de querer se sobressair por não ser originária da região de Kibeho e por ser uma instrusa que entrara na escola depois do início das aulas.


Diversas aparições se sucederam. Alphonsine adquiriu aquela tenacidade característica dos videntes de jamais recuar ou se retratar. Como o fenômeno impressiona, suas colegas passaram a se ajoelhar e rezar com ela, embora não vissem a aparição.
Outras vinte pessoas da área de Kibeho alegaram ter visto a Mãe de Jesus e no mínimo mais dez em outras partes do país 

Vestine Salima, nascida em 1960. Relatou em seu diário que no início viu aparições de Jesus e mais tarde de Maria. Em um de seus êxtases, durante uma hora e sem se mover, recitou o rosário com os braços abertos, em forma de cruz 

Em 12 de janeiro de 1982, Anathalie Mukamazimpaka viu Nossa Senhora e entrou no mesmo êxtase que Alphonsine.


Isso aumentou o entusiasmo e a consternação no povoado de Kibeho. Marie-Claire Mukagango, confidente de Dom Gahamany, bispo da arquidiocese de Butare se opôs tenazmente.


A situação foi ficando cada vez mais delicada até que no dia 2 de março de 1982, quando Marie-Claire Mukagango também passou a ver a aparição.


Mas não parou aí. Uma das características mais surpreendentes dos fenômenos marianos ainda ocorreria: outras pessoas passariam a entrar em êxtase e a compartilhar simultaneamente a visão.


Em julho, também viram a aparição: Segatshaya, jovem que ainda não era cristão, e outro garoto, Valentine, além de mais quatro garotas — Agnes, Vestine, Stephaine e outra Agnes, mais jovem que a primeira. Assim, os videntes principais seriam oito.


Entretanto, outras vinte pessoas da área de Kibeho alegaram ter visto a Mãe de Jesus e no mínimo mais dez em outras partes do país.
Segundo relatórios da comissão de investigação, durante esses êxtases com a Mãe Santíssima jovem e luminosa, os videntes se viam em outro mundo, uma vasta extensão de campinas verdejantes, cobertas de umidade e orvalho cintilantes


Alphonsine em êxtase, durante aparição da Santíssima Virgem em Kibeho 

Como é de praxe, todos os videntes principais foram inquiridos e submetidos a testes, juntos e separados. Com algumas ligeiras diferenças nas descrições sobre o aspecto de Maria, quer juntos ou separados, todos, unânime e ardorosamente, concordaram sobre um ponto incomum em outras aparições.


Durante as aparições eram arrebatados para uma paisagem maravilhosa, bem diferente da desolada região de Kibeho e Butare, quase tão inteiramente despojada de vida vegetal.


De acordo com os relatórios da comissão de investigação, durante esses êxtases com a Mãe Santíssima jovem e luminosa, os videntes se viam em outro mundo, uma vasta extensão de campinas verdejantes, cobertas de umidade e orvalho cintilantes. Suaves luzes cor-de-rosa e de outras cores brilhavam nesse outro céu.
Todos os videntes foram "testados" quando entravam nesses seus intensos transes extasiados e perdiam o contato com “este mundo”


Os videntes, durante os êxtases, foram feridos com canetas e pontas de faca. Fósforos e velas acesas eram aplicados em suas mãos e também objetos sob as unhas. Lanternas eram voltadas diretamente para seus olhos arregalados, mas as pupilas não se contraíam nem dilatavam 

Nessa paisagem, completamente diferente da de Kibeho, havia flores por toda parte, radiosas e resplandecentes. A Virgem flutuava acima dos videntes, razão pela qual todos inclinarem a cabeça para trás e olharem quase diretamente para cima. Sem exceção, todos os videntes descreveram de maneira idêntica essa mesma paisagem maravilhosa.


Quando os videntes entravam nesses seus intensos transes extasiados e perdiam o contato com “este mundo”, todos foram “testados”. Feridos com canetas e pontas de faca, às vezes, sangravam. Fósforos e velas acesas eram aplicados em suas mãos e também objetos sob as unhas. Lanternas eram voltadas diretamente para seus olhos arregalados, mas as pupilas não se contraíam nem dilatavam.


Alguns recebiam tapas no rosto, sem esboçar a mínima reação. Uma rigidez incomum tomava seus corpos. Não se conseguia mover-lhes os braços e as pernas pela força. As colegas de classe de Alphonsine testemunharam-na falando em línguas diferentes: francês, inglês, kinyarwanda (sua língua nativa) entre outras desconhecidas. 


Uma rigidez incomum tomava seus corpos. Não se conseguia mover-lhes os braços e as pernas pela força. As colegas de classe de Alphonsine testemunharam-na falando em línguas diferentes: francês, inglês, kinyarwanda (sua línguas nativa) entre outras desconhecidas 

O menino Emanuel afirmava ser o próprio Jesus quem lhe ensinara a fazer o sinal da cruz, rezar a oração do Pai Nosso, a recitar a Salve Rainha e o rosário, que em seus mistérios contempla a vida e a paixão de Cristo

Emanuel Segatashya, nascido em 1967, que teve visões de Jesus 

Um aspecto comovente ao estudar-se em maiores detalhes o período de uma grande aparição de Maria Santíssima, são as delicadezas proporcionadas pelo Seu amoroso coração maternal. E no caso de Kibeho, também através do misericordioso coração de Jesus. Nosso Senhor Se apresentou para algumas das crianças videntes.


Como no caso de Emanuel Segatashya, nascido em 1967 em uma vila chamada Rwamiko. Seus pais eram pagãos e praticantes dos cultos animistas nativos. Nunca havia ido à escola. Toda sua família era iletrada e tinha vivido em um lugar distante, onde não havia nenhuma comunicação, nem ao menos rádio. Segatashya não sabia tampouco fazer o sinal da cruz nem o que as cruzes em torno da estação da missão significavam. 


Com 15 anos começou a ter visões de Jesus. Esse fato evidentemente chamou a atenção dos curiosos que começaram a chegar para entender o que estava acontecendo. As palavras de um humilde pastor desconhecedor do Cristianismo chamavam a atenção. Afinal, ninguém entendia como aquele menino poderia ter o conhecimento de expressões cristãs como sacramentos, penitência, pecado, amor. De onde vinha essa revelação?


O mais belo desse fato é que Emanuel afirmava ser o próprio Jesus quem lhe ensinara a fazer o sinal da cruz, rezar a oração do Pai Nosso, a recitar a Salve Rainha e o rosário, que em seus mistérios contempla a vida e a paixão de Cristo.
Tal fato, por sua própria naturalidade, é comovente e imensamente consolador, desde que Nosso Senhor realmente prossegue Sua missão de anunciar a Boa Nova aos mansos e humildes, como outrora fizera na Palestina, convidando a todos para a reconciliação com Deus através de Sua incomparável mensagem de Amor.
Por orientação do próprio Senhor, Segatashya foi batizado em 1983. O nome escolhido foi Emanuel (que significa “Deus conosco”), conforme o mesmo Jesus havia lhe pedido em uma das aparições

O nome escolhido foi Emanuel (que significa “Deus conosco”), conforme o mesmo Jesus havia lhe pedido em uma das aparições 

E mais ainda do que isso. Dando Seu penhor à Igreja erigida sobre Seu sacrifício, ao reafirmar no batismo por Ele próprio ordenado há dois mil anos como autêntica conversão ao Cristianismo.


Por orientação do próprio Senhor, Segatashya foi batizado em 1983. O nome escolhido foi Emanuel (que significa “Deus conosco”),conforme o mesmo Jesus havia lhe pedido em uma das aparições. (2)


E com isso, reafirmou, através do batismo por Ele próprio ordenado há dois mil anos, a autêntica conversão ao Cristianismo:


“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28,19-20)
“O fim dos tempos profetizados pela Bíblia deixa-as indiferentes e elas não se preparam nem vêem necessidade de almejar a perfeição”

Marie-Claire em êxtase. A Santíssima Virgem queixava-se de que as pessoas não prestam bastante atenção às coisas do céu. Consideram irrelevantes as verdades reveladas na Bíblia e as ignoram 

A reação a esses acontecimentos tomou vulto. Devido a multidão, improvisou-se uma plataforma, de forma que todos pudessem enxergar os videntes. A Rádio Ruandesa instalou alto-falantes e passou a transmitir ao vivo as descrições dos acontecimentos e das mensagens.


A essência das mensagens era de teor apocaliptico. A Santíssima Virgem queixava-se de que as pessoas não prestam bastante atenção às coisas do céu. Consideram irrelevantes as verdades reveladas na Bíblia e as ignoram.


Nossa Senhora salientou:


“O fim dos tempos profetizados pela Bíblia deixa-as indiferentes e elas não se preparam nem vêem necessidade de almejar a perfeição.”


Em outra circunstância, a Mãe de Jesus e Mãe da Igreja queixou-se da mesma maneira como em outras grandes aparições:


“Tudo que lhes digo parece-lhes sem importância”. (3)
Inúmeros romeiros, policiais e autoridades governamentais testemunharam por escrito os inexplicáveis fenômenos solares e atmosféricos que várias vezes ocorreram

A intervenção de Maria Santíssima está fartamente documentada, sobretudo, asprevisões da Virgem referentes ao terrível massacre 

As aparições de Maria em Kibeho estão fartamente documentadas, uma vez que foram gravadas e até mesmo filmadas. Inúmeros romeiros, policiais e autoridades governamentais tiveram a oportunidade de testemunhar por escrito os extraordinários fenômenos solares e atmosféricos que várias vezes ocorreram.


Semelhante a outras grandes aparições, era possível fitar o sol sem ferir os olhos. Uma sequência de fenômenos se desenrolava. Primeiro o sol ficava azulado.


Depois, a parte superior ficava branca e brilhante a inferior, vermelha. Algo “semelhante a uma faixa” cingia o sol. Este dançava da esquerda para a direita e de baixo para cima durante uns dez minutos.


E milhares de testemunhas viam o céu sobre Kibeho passar por um encantador espectro de cores.


Durante à noite, várias vezes as estrelas dançavam e outras vezes desapareciam completamente, sendo substituídas por cruzes luminosas. 
“E agora vou lhes dar uma chuva de consagração”

Anathalie Mukamazimpaka, nascida em 1965 em família católica. A Virgem lhe recomendava humildade, entrega a Deus, sacrifício e oração pelos pecadores 


Mas o mais significativo dos fenômenos para a região de Kibeho foram as chuvas fora de época, que amenizavam a seca que tanto assola aquela localidade.
E a idéia da chuva partiu da própria Mãe de Jesus, que perguntou a Anathalie em agosto, mês que raramente chovia.


“Por que não me pediram chuva?”


Anathalie respondeu: “A senhora disse que daria conforme Sua vontade e quando quisesse”. E a Mãe Santíssima retrucou:


“E agora vou lhes dar uma chuva de consagração”. (4)


Ao dizer isso, caiu uma tempestade iniciando assim a primeira de muitas chuvas fortes. Mesmo assim ninguém procurava abrigar-se. Milhares de peregrinos ajoelhavam-se no aguaceiro, na lama bem-vinda e agradeciam alegremente as “chuvas do Céu”. Passaram a recolher a água da chuva em todas as vasilhas disponíveis e em enormes caldeirões. E a partir dessas águas recolhidas começaram as curas.
Os videotapes, transmissões radiofônicas e testemunhos clericais, os milagres solares e as curas falavam por si

Desde o início a “aprovação” definitiva de Nossa Senhora em Kibeho não poderia ser posta em dúvida 

Desde o início a “aprovação” definitiva de Nossa Senhora em Kibeho não poderia ser posta em dúvida.


Os videotapes, transmissões radiofônicas e testemunhos clericais, os milagres solares e as curas falavam por si.


Mesmo assim, “com base na razão e na prudência”, o bispo da arquidiocese de Butare, monsenhor Gahamanyi convocou duas comissões de estudo. Uma compunha-se por médicos e psiquiatras, a outra, de teólogos.


Mesmo antes da aprovação “uma enorme renovação da piedade”, aumento de fé e inúmeras conversões já havia ocorrido em Kibeho e por toda a Ruanda.
Em "viagens místicas", foram conduzidos pela Mãe Santíssima ao Céu, ao Purgatório e ao Inferno

Durante essas misteriosas "viagens místicas" os videntes testemunharam a “tristeza de Jesus” e o “fim do mundo” 


Um fato inexplicável testemunhado pelas comissões de investigação era o das “viagens místicas”. Os videntes avisavam que iriam permanecer como mortos durante dias e Alphonsine chegou a pedir que “não os enterrassem”, pois estariam vivos. Disse também que não sentia nenhum medo.


Nessas viagens místicas, foram conduzidos pela Mãe Santíssima ao Céu, ao Purgatório e ao Inferno.


Ao observarem tais fenômenos, os investigadores percebiam que os videntes permaneciam como mortos por dois ou três dias e noites. Mas sinais mínimos eram detectados pelos médicos. A princípio, tomaram medidas severas para despertar os videntes comatosos. Mas nenhuma surtiu efeito.


Os médicos da comissão de inquérito, juntamente com padres, freiras, enfermeiras e outras testemunhas puderam comprovar que ao recobrarem a consciência, voltavam sem apresentar nenhum sinal de desidratação ou fraqueza, embora tivessem permanecido sem comer e beber durante o período de coma.


Porém, narravam suas “viagens misteriosas” e também “visões de horror”. Diziam que durante essas viagens testemunharam a “tristeza de Jesus” e o “fim do mundo”.
No dia 15 de agosto de 1982 cinco dos videntes principais começaram a chorar compulsivamente lágrimas de horror


Os videntes relataram ter visto uma cena medonha de torrentes de sangue, corpos abandonados e sem sepultamento, árvores em fogo, grandes abismos que abriam, um monstro aterrador e cabeças decapitadas por toda parte 


Porém no dia 15 de agosto de 1982, ao recuperarem de um êxtase que durou oito horas, cinco dos videntes principais começaram a chorar compulsivamente lágrimas de horror.


Todos relataram ter visto uma cena medonha de torrentes de sangue, corpos abandonados e sem sepultamento, árvores em fogo, grandes abismos que abriam, um monstro aterrador e cabeças decapitadas por toda parte. 


Essas revelações foram testemunhadas por cerca de dois mil e quinhentos peregrinos presentes, que ficaram bastante temerosos. Com as mesmas características, essas visões apocalípticas repetiram-se várias vezes.


O mais incrível foi que poucos anos mais tarde, as guerras entre os hutus e os tutsis fugiram a todo controle. A meta dos hutus passou a ser o total genocídio dos tutsis. Chegaram a ordenar a todos os hutus do sexo masculino de 6 a 90 anos que matassem pelo menos um tutsi. Após matá-los, deveriam decapitá-los e exibirem as cabeças como prova da façanha.

Uma das razões chaves que fizeram as autoridades eclesiásticas competentes reconhecerem a aparição de Kibeho foram as visões antecipadas do genocídio em Ruanda que ocorreu 12 anos mais tarde, em 1994. Em 19 de agosto de 1982, os videntes relataram “um rio de sangue, uma incontrolável matança, corpos abandonados sem ninguém para enterrá-los, árvores em chamas e corpos sem suas cabeças”. Exatamente como ocorreu depois 

Tão grande era a poluição de cadáveres de hutus e também de tutsis que os peixes morreram no grande lago de Kivu


Cidades, povoados e aldeias foram inteiramente arrasados e suas árvores queimadas.
Milhares e milhares de corpos foram abandonados e deixados insepultos. Os rios ficaram fétidos com corpos que se decompunham por toda parte. Quem bebia a água desses rios morria de febre.


Tão grande era a poluição de cadáveres de hutus e também de tutsis que os peixes morreram no grande lago de Kivu, cerca de 100 quilômetros na fronteira ocidental de Ruanda. Centenas de milhares de refugiados fugiram para países vizinhos.


Muitos países e as Nações Unidas enviaram socorro e enorme quantidade de alimentos e remédios, embora insuficientes. Milhares morreram em campos de refugiados, principalmente crianças que já sofriam de desnutrição na terra natal.

Estima-se que metade da população de Ruanda foi massacrada em sua pavorosa guerra civil sem precedentes 

A Santíssima Virgem ainda advertira em Kibeho que a promiscuidade sexual conduziria ao desastre —e isso foi antes que o mundo soubesse sobre a AIDS. Em 1994, a África possuía setenta por cento das vítimas de AIDS de todo o mundo

Existem documentários e exposições de imagens que retratam a inconcebível do genocídio de Kibeho, mas que verdadeiramente ocorreu em pleno século XX 

É surpreendente o fato de que foi a Virgem Santíssima quem aconselhou Alphonsine e alguns dos outros videntes a saírem de Ruanda antes dos acontecimentos sociopolíticos que se manifestaram depois dessas espantosas aparições.


Em 1995, estimou-se a perda populacional de quatro milhões de ruandeses. No entanto, a contagem de corpos chegou à metade da população.


E conforme a profecia de Maria Santíssima, o apocalipse desceu realmente sobre Ruanda. (5)


Mas não terminaria ali.


A Santíssima Virgem ainda advertira em Kibeho que a promiscuidade sexual conduziria ao desastre. Isso foi antes que o mundo soubesse sobre a AIDS. Em 1994, a África possuía setenta por cento das vítimas de AIDS de todo o mundo - vilas inteiras transformaram-se em cidades fantasmas. E assim, 25 milhões de africanos contraíram AIDS. (6)
"Os homens dessa época esvaziaram cada coisa de seu sentido verdadeiro: pecam, porém não mais reconhecem que agem injustamente”


Disse a Virgem: “Quando eu digo essas coisas, eu não digo apenas a você, mas falo também a todos os outros" 

No entanto, a Mãe de Jesus dissera à Marie Claire no dia 2 de abril de 1982:


“Quando eu digo essas coisas, eu não digo apenas a você, mas falo também a todos os outros. Os homens dessa época esvaziaram cada coisa de seu sentido verdadeiro: pecam, porém não mais reconhecem que agem injustamente.” (7)


Em 1994 Ruanda experimentou os eventos mais trágicos de sua história.


O maior acampamento de refugiados estava em Kibeho.


No dia 14 de abril de 1994, todos os Tutsis que se escondiam em uma igreja da paróquia local (em torno de 4000 pessoas) foram assassinados pelas granadas que explodiam no edifício da igreja que mais tarde seria incendiado.
“Aqueles que me procuram, encontrar-me-ão…! Eu venho não somente para Kibeho, não apenas para o diocese de Butare, não somente para Ruanda... mas para o mundo inteiro”

A Santíssima Virgem disse: “Aqueles que me procuram, encontrar-me-ão…!" 


Marie-Claire foi assassinada na cidade de Byumba no verão de 1994 junto com seu marido. Esta é uma prova de que mesmo quando o próprio Nosso Senhor escolhe alguém para ser Seu mensageiro, isso não significa de forma alguma uma “proteção mágica” para os testemunhos que todos devemos vivenciar em nosso mundo.


Emanuel morreu longe de Kigali. Anathalie, Agnes e Alphonsine sobreviveram a todos os horrores da guerra.


Quando Nossa Senhora mostrou às meninas as cenas horríveis dos eventos futuros, no dia 15 de maio de 1982, disse:


“Aqueles que me procuram, encontrar-me-ão…! Eu venho não somente para Kibeho, não apenas para o diocese de Butare, não somente para Ruanda... mas para o mundo inteiro.” (8)


Nesse mesmo dia, durante a aparição de oito horas de duração, aproximadamente 15 mil pessoas estavam presentes. Todos viram um sinal que se movia no céu: Viram estrelas ao meio-dia sobre o céu africano, como se fosse noite, porém iluminado pelo sol.

Toda a interrelação desse conjunto de fenômenos inexplicáveis bem como o exato desdobramento dos trágicos acontecimentos sobrenaturalmente previstos e devidamente documentados em Kibeho, forçam-nos a concluir que Maria Santíssima não faz Suas espantosas intervenções senão com um grave motivo de advertência 

Seria a mensagem de Kibeho, enunciada pela Santíssima Virgem, um de Seus últimos apelos alertando-nos sobre o que deverá esperar a humanidade se não voltar seu coração ao Deus Vivo na pessoa de Seu Cristo?


Na verdade, toda a interrelação desse conjunto de fenômenos inexplicáveis bem como o exato desdobramento dos trágicos acontecimentos sobrenaturalmente previstos e devidamente documentados em Kibeho, forçam-nos a concluir que Maria Santíssima não faz Suas espantosas intervenções senão com um grave motivo de advertência.


Essas extraordinárias intervenções celestiais vêm confirmar que a humanidade realmente encontra-se apartada dos caminhos de Deus. E também que já estamos vivenciando o “tempo da colheita” previsto pelas Sagradas Escrituras.


Por isso, não é demais perguntar: teria sido a mensagem de Kibeho, enunciada pela Santíssima Virgem um dos últimos apelos da Mãe de Jesus sobre o que deverá esperar a humanidade se não voltar seu coração ao Deus Vivo na pessoa de Seu Cristo? (9)

Agnes viu estes eventos horríveis e dolorosos em 1983 durante as aparições de Nosso Senhor diante de uma multidão enorme. Uma outra vidente de Maria Santíssima, desta vez Ivanka, em Medjugorje, em suas visões do dia 25 de junho de 1993, também profetizou os horríveis eventos que aconteceriam na África. Nossa Senhora havia lhe dito que começariam logo, mas poderiam ser evitados ou amenizados com as orações das pessoas. Em uma aparição de fevereiro de 1994, a Mãe de Jesus preparou Agnes em uma mensagem confidencial para os eventos dolorosos que sobreviriam. Nessa visão, a vidente viu seus pais sendo assassinados em Kibeho, o que posteriormente ocorreu 


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Fontes de consulta:
1 - SWANN, Ingo. Op. cit. pp. 357-369. 
2 - Rwanda The Visions of Life and Death. http://mrosa.szm.sk/341998/angl/rwanda.htm - acesso em 19/09/07.
3 - SWANN, Ingo. Op. cit. pp. 357-369.
4 - SWANN, Ingo. Op. cit. pp. 357-369.
5 - SWANN, Ingo. Op. cit. pp. 357-369.
6 - Thérèse Tardif. A partir de um artigo publicado na edição de outubro, novembro, dezembro, 2001 no informativo “Michael”.
7 - Thérèse Tardif. op. cit.
8 - Thérèse Tardif. op. cit.
9 - Cf. DEROBERT, Abbé. Apparitions au Rwanda. Paris, Editions Jules Hovine, 1984.


Os Videntes


Videntes reconhecidos:

Alphonsine Mumureke, 

Nathalie Mukamazimpaka, 


Marie-Claire Mukangango.


Videntes ainda não reconhecidos:

Emmanuel Segatashya; 

Vestine Salima; 

Valentine Nyiramukiza; 

Stéphanie Mukamurenzi; 

Agnès Kamagaju

Sete jovens de idades entre os 14 e os 22 anos, da aldeia de Kibeho e arredores. A maioria eram moças estudantes no colégio católico local, ainda que o último a agregar-se ao grupo era um jovem que vivia numa floresta e desconhecia totalmente a religião católica: no meio do AScampo, Jesus aparece a Emanuel Segatashya de 15 anos (baptizado com este nome pelo próprio Jesus, depois da aparição). Nosso Senhor ensinar-lhe a rezar o Pai Nosso na sua primeira aparição, uma vez que o jovem não sabia rezar.


Os videntes começaram a ter aparições de Jesus e Maria de forma independente, formando um grupo com o passar do tempo, segundo as indicações que Maria lhes dava.

As testemunhas

As aparições deram-se no colégio que as raparigas frequentavam, diante das companheiras que ao princípio não acreditavam. Mas, ao ver as colegas falar línguas que lhes eram desconhecidas, e diante de conversões que viram, começaram a acreditar. Com o passar do tempo, os videntes começaram a ter visões colectivas no meio do povo de Kibeho que observava que entravam em êxtase diante da visão de Maria.


As aparições

Em 28 de Novembro de 1981, no refeitório da escola de Kibeho, Alfonsina Mumureke, ouviu uma vez que chamava:

Minha filha!

Dirigiu-se ao corredor e viu uma bela mulher. Descreve-a deste modo:


"Tinha um vestido branco sem costuras e na cabeça um véu também branco. Não sei dizer a cor da pele, mas era duma beleza incomparável. Tinha as mãos juntas à altura do peito, com os dedos voltados para o céu." A jovem perguntou-lhe quem era. A resposta foi: "Eu sou a Mãe do Verbo".


A experiência repetiu-se no dia seguinte, Domingo 29 de Novembro, e durante o mês de Dezembro, sempre no refeitório ou no pátio da escola. A primeira reacção das alunas e dos professores foi de cepticismo. Ninguém acreditava nela. As companheiras afirmavam que a ouviam falar noutras línguas como francês, inglês, kinyaruanda e outras que não conheciam. Muitos ridicularizavam-na. Mas, pouco depois, outros jovens afirmavam ter tido também aparições da Virgem. Segundo Alfonsina, a Virgem veio a Kibeho para preparar a humanidade para a vinda de seu filho. Alfonsina continuou a ter aparições durante um período de vários anos e afirmava ter um segredo que a Virgem lhe revelara e que não devia dizer até que ela lhe desse ordem. A última aparição teve lugar em 28 de Novembro de 1989, sete anos depois da primeira.


Em Janeiro de 1982, foi Natália Mukamazimpaka, uma jovem de 18 anos muito equilibrada e tranquila que viu a Virgem quase durante dois anos, até 3 de Dezembro de 1983.


Em 2 de Março de 1982, Maria Clara Mukamgango, de 21 anos, começa a ter aparições. Terminaram em 15 de Setembro do mesmo ano.


Mais tarde, o número de videntes aumentou, chegando a ser sete. Outras três jovens e um jovem asseguravam receber aparições de Maria e Jesus.

As jovens deviam transmitir ao mundo uma mensagem de penitência, conversão e oração sincera e fé viva, bem como deixarem os pecados de idolatria, fornicação e hipocrisia. Alfonsina ouviu Maria dizer-lhe:


O mundo está a chegar ao fim. O regresso de Jesus está muito próximo… A Rainha dos Anjos vem aconselhar-nos que nos preparemos para a vinda de seu Filho. Temos que sofrer com Jesus, rezar e ser apóstolos para prepararmos a sua vinda.


A Virgem Maria também disse aos videntes:


Vim preparar o caminho de meu Filho para vosso bem, e vós não quereis compreender. O tempo que resta é pouco, e vós estais como que distraídos e ausentes. Estias concentrados nas coisas deste mundo que são passageiras. Vi muitos dos meus filhos perderem-se e vim mostrar o caminho verdadeiro.


Durante uma aparição que durou oito horas (no meio dos habitantes da aldeia que observavam aturdidos), os jovens videntes começaram a gritar e chorar diante da visão que o Céu lhes mostrava: um rio de sangue, cheio de corpos decapitados, corpos abandonados no campo, e pessoas que se matam umas às outras.


Maria adverte que se o Ruanda não se converte, esta profecia abater-se-á sobre o povo.


Em 1994 estala a guerra civil no Ruanda. O confronto entre Tutsis e Hutus termina num genocídio que custa a vida a oitocentas mil pessoas, muitas das quais foram decapitadas e atiradas ao rio Kagera que se tingiu de sangue. Milhares de corpos foram mutilados e abandonados no campo e quase todos os sete videntes foram assassinados durante o conflito, bem como grande quantidade de sacerdotes e religiosas.

Aprovação da Igreja


Diante da realização clara da mensagem de Maria em 1981, a Igreja do Ruanda aprovou a aparição, enquanto durava uma perseguição contra o catolicismo iniciada pelo governo. Em Maio de 2001, D. Misago, autor da aprovação eclesiástica da devoção de Maria na aldeia de Kibeho, sob o nome de Nossa Senhora das Dores, é preso pelo governo do Ruanda.
O Ruanda apresenta a evidência física do Céu profetizando sobre o futuro da humanidade, diante do pecado que invade o mundo.


Em 1981, o mundo estava numa fase de grande temor de uma guerra nuclear, com uma tensão entre leste e oeste em ponto de efervescência. No entanto, é no mundo dos países subdesenvolvidos que se dá uma crise ligada às dívidas que estas sociedades já não podem suportar. O desnível das condições sanitárias e sociais em que vivem as nações pobre aumenta grandemente relativamente ao desenvolvimento dos países ditos do primeiro mundo. E é num desses países mais pobres que Jesus e Maria decidem conceder a graça da sua presença.


O Lugar


O Ruanda está situado no centro de África e é um dos países mais pobres do mundo com uma economia essencialmente agrícola. A maioria dos habitantes são católicos e apenas uma pequena percentagem de pessoas professam cultos africanos e outras são muçulmanas.


Durante séculos os Tutsi, fisicamente de grande estatura, dominaram os Hutus. Uma guerra civil terminou com a derrota dos Tutsi, tendo muitos deles saído para o exílio para outros locais de África.


Em 1963, os Tutsi exilados invadiram o país e ocasionaram um golpe de estado que terminou numa mortandade tremenda. Rivalidade entre os Hutus levaram a um golpe que conduziu Jevenal Habyarimana, católico, à presidência, substituindo Gregório Kayabanda que tinha governado desde há 11 anos.


Depois doutra invasão e golpe de estado pelos Tutsi, estabeleceu-se uma democracia multipartidária. Depois de muitas lutas raciais foi possível um acordo de paz em 1993, entre o governo e os rebeldes da Frente Patriótica do Ruanda, liderada pelos Tutsis.


Quando a Virgem apareceu no Ruanda em 1981, a situação era muito complexa e os conflitos étnicos pareciam em aumento, chegando a confrontações sangrentas entre as tribos dominantes. O clima que se vivia era extremamente tenso, quando Maria e Jesus irromperam entre os aldeões.

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